sexta-feira, junho 16, 2017

A CABANA

CONVERSANDO COM DEUS

Eu quase nunca acabo gostando de filmes com teor religioso. 
Não por preconceito ao tema, mas por que sempre falham como cinema, unicamente por mais interessados em repercutir a palavra do que contar uma boa história.
É sempre o que importa pra mim, no fim das contas, uma boa história sendo contada.
"A Cabana", não é um filme exatamente destinado a religiosos ou grupos específicos (evangélicos, espíritas ou católicos, ou que seja) e isso ele já tem um ponto a favor.
Mais cinematográfico e preocupado com aspectos técnicos , "A Cabana" se livra em estar na mesma categoria de produções imensamente ruins a lá "Deus não está Morto".
Na trama, Mack (Sam Worthington, meio sumido depois de "Avatar") é um sujeito que carrega um fardo de sentimentos ruins depois que uma tragédia familiar o abate.
Após um bilhete misterioso, ele resolve voltar ao lugar onde ocorreu o crime.
É a deixa para Deus (Octavia Spencer) travar diálogos e confrontar Mack.
"A Cabana" possui um curioso artifício no roteiro, afinal, quem nunca se perguntou aonde estava Deus quando coisas terríveis aconteciam? 
A resposta que o filme tenta dar, pode servir como autoajuda ou depertar a curiosidade de como ela será respondida, depende muito de quem estará para assistir.
É uma pena, porém, que tudo desanda para a pura pieguice.
Diálogos sofríveis do mais alto teor brega que se possa imaginar e a atuação do protagonista não ajuda em nada.
A participação de Alice Braga é, infelizmente, uma das passagens mais chatas de se assistir, podendo ser encurtada ou eliminada de vez.
Aliás, bem que "A Cabana" poderia ter vários minutos a menos.
Não é a desgraça que eu previa, mas também não justifica o sucesso que esta fazendo nos cinemas.
NOTA____ 5,0


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