quinta-feira, abril 20, 2017

A AUTÓPSIA

A FALECIDA


"A Autópsia" padece do mesmo mal que a maioria dos filmes de terror/suspense comerciais. Tem um bom argumento mas parece não saber o que fazer com ele.
Imaginem só o que esse filme poderia sair nas mãos de um diretor mais corajoso e livre das amarras de uma produção mainstream?
Um cadáver de uma mulher sem identificação é submetido a uma autopsia.
No necrotério, os legistas que são pai e filho (os bons Brian Cox e Emile Hirsch) descobrem a medida que vão explorando o corpo da defunta coisas estranhíssimas.
Ao redor do local, barulhos e sussurros também começam a acontecer e parecem estar interligado com o corpo.
Até o desfecho completamente lugar-comum e que deixa uma amarga última impressão, "A Autópsia" funciona bem, a investigação pela causa da morte da fulana e os eventos estranhos descobertos intriga.
O cenário claustrofóbico contribui na sensação de sufoco, o filme se passa praticamente dentro do necrotério e há poucos personagens.
Mas talvez afoito por satisfazer uma plateia acostumada a clichês surrados saindo da cartilha de "Invocação do Mal", o diretor André Ovredal ( de "O Caçador de Troll" ) entrega os minutos finais um feijão com arroz indigesto de revirar os olhos.
O que poderia sair algo perturbador e digno de ser lembrado, "A Autópsia|" destrói tudo o que constrói no terceiro ato , tornando-se mais um filme descartável.
NOTA ____6,0

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