sábado, março 18, 2017

MANCHESTER À BEIRA-MAR

A VIDA CONTINUA

A atuação de Casey Affleck rendeu um enxurrada de prêmios ao ator , incluindo o desejado e disputado Oscar desse ano. 
Mas será que não foi um exagero essa laureação toda?
"Manchester à Beira-Mar" possui um personagem complexo de se enfrentar, subcamadas de dor e de luto mal resolvido, fico imaginando a dificuldade de dar vida a uma pessoa assim, assimilando trejeitos e vozes para compor um Lee Chandler.
E Casey consegue nos distanciar completamente de que há um ator ali por vários momentos.
Sorte também do filme ser ótimo de assistir, pois logo no seu inicio você se sente submerso na história, vivenciando as dores do cotidiano de Lee e seus familiares numa cidade gélida e nada convidativa ( e ainda sim estranhamente bela).  
Após receber a noticia da morte do irmão, Chandler volta a Manchester  para cuidar do processo burocrático do enterro e se deparar com alguns fantasmas do passado.
Um deles é a ex esposa (Michelle Willians) e também seu sobrinho (Lucas Hedges) que vão ajudar a reascender lembranças que aquela cidade acaba trazendo.
"Manchester à Beira-Mar" é o caso de filme que fica difícil se aprofundar numa sinopse ou mesmo numa resenha pois acompanha-lo e descobrir seus nuances no roteiro é infinitamente melhor. 
Mas poderia dizer que o nível de interpretações aqui é de um patamar altíssimo o que ajuda a sentir empatia por qualquer um dos personagens, além de que, nunca sentimos que o sentimentalismo toma conta do filme, o que é ótimo já que pelo teor dramático um diretor afetado logo usaria o golpe baixo da pieguice novelesca.
E não há nada piegas aqui, "Manchester à Beira-Mar" pode te deixar na bad sim, mas uma bad cinematográfica linda de se sentir.

NOTA ___8,5

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