segunda-feira, março 06, 2017

LOGAN

CANTO DO CISNE

É impossível não fazer uma recapitulação de Wolverine nos cinemas, desde lá, em 2000 quando surgiu em "X-Men". 
Lembro bem da estreia e repercussão que o filme acabou ganhando, foi o abre-alas para outras aventuras baseadas em HQ, corajoso a dar a cara para bater  numa época em que ninguém queria se arriscar  depois de alguns fracassos retumbantes.
Wolverine acabou se destacando, ficou imensamente popular e Hugh Jackman idem.
Eis que as produções solos surgiram e a primeira foi uma tremenda furada, "X-Men Origens" era ruim de doer, depois com "Imortal" a coisa melhorou um tantinho.
Mas nada que se compara a "Logan", aqui é um choque você presenciar personagens queridos que você acompanhou ao longo dos anos, definhando e moribundos.
Além da decadência, há outro choque, a violência finalmente esta presente em Logan. 
Sabemos que o sangue nunca foi jorrado como deveria na telona, seu personagem foi atenuado com sua adaptação cinematográfica ao ponto de crianças idolatrarem.
"Logan" deixa bem claro que quer um público adulto, nada das fantasiadas dos Vingadores recheada de piadinhas e tela mega colorida de efeitos especias.
Estamos diante de um drama (ótimo, diga-se de passagem) que por acaso há cenas de ação e violência. 
Sempre tive a impressão que a maioria dos filmes baseados em HQ eram displicentes nessa questão, os efeitos e a diversão era supervalorizados mas os conflitos dramáticos eram deixados completamente de lado.
Evidente que não são todos, mas vejam só os dois "Vingadores", que me dá bocejos quando as cenas triviais de ação não acontecem. Tudo é muito superficial, raso mesmo.
Nada em "Logan" esta na superfície, e o aprofundamento e questionamentos abordados são muito interessantes, as cenas de perseguição e pancadaria também funcionam perfeitamente.
Professor Xavier (Patrick Stewart ), Wolverine e X-23 (Dafne Keen, revelação impressionante) formam uma família disfuncional em busca de um refúgio que sabe se lá existe realmente.
Nesse caminho,  morte, velhice, o canto do cisne dos personagens são encarados duramente por eles e por nós.
É um desfecho honroso, emocionante e... esperançoso.
NOTA____ 8,5






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