quarta-feira, fevereiro 22, 2017

MOONLIGHT

THUG LIFE

É louvável o quanto "Moonlight" se esforça para apresentar personagens fora do estereótipo pré-concebidos no cinema. Para ser mais claro, qual foi da última vez em que algum filme apresentou a questão da homossexualidade à algum personagem negro?
No entanto, não é o caso do filme que foge completamente de clichês, inclusive sua estrutura narrativa também não é original, lembrando por vezes,  o excepcional "Boyhood".
O diretor Barry Jenkins soube trabalhar o valioso material que tinha em mãos, e embora o resultado não seja o às da originalidade, "Moonlight" acaba se mostrando algo muito reflexivo, sensível, contrapondo com o modo 'thug life' extremamente machista e másculo que geralmente envolve personagens negros e à margem da sociedade.
Acompanhamos a vida de Chiron em três atos, durante a infância sofrendo bullyng e conhecendo um traficante de bom coração (Mahershala Ali, indicado ao Oscar e ganhador de alguns prêmios), depois na adolescência às voltas com sua sexualidade até chegar a idade adulta, confrontando com uma importante figura de seu passado.
É preciso destacar a atuação de Naomie Harris, como a mãe viciada em drogas de Chiron, que esta ótima em cada fase presente na vida do protagonista.
Também é preciso dizer sobre as reflexões deixadas no seu ato final, quando Chiron adulto enfrenta sua mal resolvida sexualidade em cenas e diálogos carregados de tensão (e por que não tesão) embutidos.
"Moonlight"se sobressai pela coragem de percorrer caminhos pouco trilhados e sua sensibilidade em meio a uma vida truncada de seus personagens é um alento que envolve em cheio o telespectador. 
NOTA___ 8,5


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