terça-feira, fevereiro 07, 2017

ELIS

NASCE UMA ESTRELA

Condensar em um filme a trajetória de uma artista tão conhecida e consagrada como Elis Regina não é tarefa das mais fáceis.
Pois sempre haverá uma omissão de algum fato da vida do cine biografado ou personagens importantes que por conta da duração da produção são descartados, ou talvez, simplesmente para dar um ritmo cadenciado.
Enfim, as difíceis decisões são do cineasta e coube a Hugo Prata a fazê-las.
No entanto, o que incomoda em "Elis" é a transição, por vezes sem emoção e fria, de alguém desconhecido se tornando uma estrela conhecida, completamente o oposto do que era a cantora que transbordava sentimentos.
Acompanhamos a chegada da cantora ao Rio de Janeiro em busca de seu lugar ao sol e passando os perrengues de início de carreira.
Aos poucos ela é notada e com o passar do tempo se torna a melhor artista do Brasil.
A oscilação na vida profissional e na vida pessoal são lembradas (ou não, pois não há menções do encontro dela com Tom Jobim, por exemplo) até seu desfecho com sua morte tão precoce aos 36 anos.
O que se pode perceber ao assistir qualquer apresentação de Elis Regina é o quanto ela era visceral cantando e essa densidade falta a Andréia Horta, pelo menos até a metade do filme.
Andréia encontra um tom que chega muito perto da verdadeira Elis nos palcos, e mesmo dublando (o que me causou muita estranheza no início) acerta nos trejeitos sem parecer caricatural.
O esforço da atriz é visível e  Andréia Horta evolui a medida que Elis Regina se torna mais densa e amarga .
"Elis" fecha tristemente com a morte da cantora mesmo que há nos créditos finais  uma cena  impecável e alegre de Andréia  se esbaldando na personagem.
NOTA___ 8,0

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