sexta-feira, junho 24, 2016

O EXPERIMENTO DE APRISIONAMENTO DE STANFORD

PRISÃO INVISÍVEL

Em 1971, o Professor Phillip Zimbaldo foi o principal idealizador de um experimento de aprisionamento, recrutando estudantes que durante duas semanas fingiriam ser prisioneiros e guardas, numa prisão ficticia.
O resultado não prosseguiu adiante pois em apenas seis dias , todos os envolvidos estavam emocionalmente instáveis, incluindo aí a equipe de Zimbaldo.
Em 2001, essa história deu origem ao filme alemão "O Experimento", que imaginou como seria se as duas semanas realmente tivessem acontecido. 
Esse já se baseia no livro de Zimbaldo, "O Efeito Lúcifer", que são relatos mais aprofundados do ocorrido e é nessa mesma profundidade que o filme acerta em cheio.

Se no filme de 2001, as agressões e submissões chegam a níveis desumanos sem levar em conta muito os perfis psicologicos dos personagens, aqui realmente podemos enxergar que estamos diante de personagens sem um traço de maniqueismo.
Apesar das humilhações que os prisioneiros sofrem pelos guardas, há um cuidado no filme em não simplificar e dividir os dois grupos de bonzinhos e malvados.
É bem complexo o tema, e o diretor Kyle Patrick Alvez soube não cair na tentação de apontar quem são os heróis e vilões ( o que poderia tornar uma cópia do filme alemão) e soube mostrar que os efeitos da experiência foi além de afetar somente os estudantes.

Afinal, basta vestimentas para nos tornamos aquilo o que vestimos? 
Mudamos nossa índole e carater por conta dos nossos personagens sociais?
O que fariamos se estivessos no lugar deles, seja guarda ou prisioneiro?
"O Experimento de Aprisionamento de Stanford" levanta muitas questões e complementa o que havia faltado no filme alemão, estofo no roteiro e personagens.

NOTA_____ 8,5
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