quarta-feira, dezembro 02, 2015

LOVE

É O AMOR

"Love" é um daqueles filmes que chamam muito a atenção pelas notícias que o envolvem e muito por conta do sexo. Sim, o sexo é ainda o melhor chamariz para o público e mídia fazerem de graça uma eficaz divulgação.
Como aconteceu com o "Ninfomaníaca" do Lars Von Trier, que já era famoso antes de estrear pela polêmica do sexo explícito, Gaspar Noé (de "Irreversível") parece querer trilhar o mesmo caminho com "Love", só que no entanto ele não chega a ser um Trier da vida.
Por mais que "Ninfomaníaca" tivesse seus problemas, o filme continuava bem interessante entre as cenas de sexo, e é o que acontece ao contrário nesse aqui.
E vai além, as próprias cenas mais quentes causam um tédio danado.
Murphy (Karl Glusman) é um rapaz que depois de um telefonema começa a recordar dos tempos em que vivia com Electra (Aomi Muyok) e chega a conclusão que precisa revê-la.
E dá-lhe flashbacks das transas e mais transas entre o casal.
Mas a grande decepção é que se você deixar de fora essas cenas o que vai sobrar é pouco, quase nada.
Noé não consegue se aprofundar nos personagens, a relação, para o meu espanto,  é muito convencional e não traz novidade alguma.
Tem até um discurso do Murphy, relatando que gostaria de que houvesse mais "amor" com sexo, o que se torna irrelevante e desencaixado.
E tem uma pérola em que o diretor guardou envolvendo o seu nome que me fez rir de tanto constrangimento.
Enfim, "Love" acaba se aproximando de um outro filme bem parecido nesse contexto, o "9 Canções" de Michael Winterbottom, e tão vazio quanto.
NOTA____ 4,0
Compartilhar:

0 comentários:

Blogs Brasil

Postagens populares

Total de visualizações

Google+ Badge

Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

Pesquisar este blog

Seguidores