segunda-feira, outubro 19, 2015

CANIBAIS

DE BARRIGA CHEIA

Escrevi no final do meu texto sobre "Bata antes de Entrar" que estava com receio do resultado de "Canibais", já que tinha me decepcionado enormemente pelo  filme de Eli Roth.
Concluído em 2013, somente agora é que a produção esta dando o ar de sua graça, pois problemas relacionado a distribuidora atrasava o lançamento oficial nos cinemas.
Mas a espera valeu a pena e acabou com a minha dúvida a respeito do filme.
"Canibais", por incrível que pareça, é divertido pacas. 
De longe dá de 10 a 0 ao filme posterior (sim, já que obviamente "Bata antes de Entrar" foi feito depois) e é a volta de Eli às produções repletas de sangue escorrendo, escoriações e decapitações, os tempos  de "O Albergue" e "Cabana do Inferno" que consagraram o diretor,

Com claras referências aos clássicos "Holocausto Canibal", "Cannibal Ferox" e diversas produções do começo dos anos 80 retratando o mesmo tema, Eli Roth demonstra agilidade na hora de contar a sua história e dá pra reconhecer que estamos no seu território cinematografico ao sacar suas caracteristicas tão bem impressas.
A inocente Justine (Lorenza Izzo) acaba viajando para a selva amazônica do Peru envolta de um grupo de ativistas.
A bordo de um pequeno avião, a aeronave logo se espatifa no meio da floresta e quem encontra os sobreviventes é a tribo de nativos que eles estavam tentando ajudar.
Logo Justine saberá que a tribo pratica canibalismo e observa estupefata seus colegas virarem comida e encherem a barriga do povo indígena.
É a deixa para cenas de embrulhar o estômago, repleta de sadismo e melhor avisar, muito muito sangue.
O melhor de "Canibais" no entanto nem são as cenas sangrentas e desmembração de corpos.
Antes mesmo da comilança acontecer, o filme já se mostra interessante pelo interação do grupo ativista e  quando a tragédia acontece , Eli não puxa o freio e mostra com requintes de crueldade as cenas de canibalismo sem deixar de revelar o que estava por trás das ações dos ativistas.
Não há um maniqueísmo no roteiro e como vamos perceber mais tarde, homens da cidade vão parecer tão mais selvagens quanto os próprios nativos.
Claro , "Holocausto Canibal" também ia no mesmo caminho e chegava a mesma conclusão, mas essa falta de ineditismo não tira a diversão de assistir o filme, até porque  Eli injeta doses cavalares de humor mas sem desviar do caminho que esta seguindo. 
O que torna tudo mais saboroso(!) de assistir.

NOTA___ 8,0
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