quarta-feira, julho 01, 2015

JURASSIC WORLD

PARQUE REPAGINADO

Essa tendência em repaginar filmes antigos que esta dominando as produções atuais  "arrasa-quarteirões" em Hollywood é uma faca de dois gumes.
Há sim produções que injetam uma linguagem tão inovadora que acabam se sobressaindo em meio a produções, digamos, originais (caso de "Mad Max: Estrada da Fúria") mas não deixa de ser um sintoma da crise criativa assolando o cinema e também a vontade zero em arriscar roteiros que não sejam baseados em quadrinhos, refilmagens, continuações, reformulações....
Com a garantia de que o público já conhece o filme de antemão, diversas reformulações de sucessos do passado estão estreando e resultando a alguns uma bilheteria polpuda,, resposta mais do que direta que a falta de criatividade do cinemão hollywoodiano não esta sendo problema na hora de faturar.
Eis que estréia "Jurassic World", um recomeço para a série criada por Steven Spielberg iniciada com grande êxito lá em 1993.

O diretor Colin Trevorrow acabou fazendo uma mistura bem azeitada para quem já conhecia e assistiu os três filmes anteriores e também para a geração mais nova que por ventura nunca viu um dinossauro no cinema.
Claro que pra quem já conhecia esse universo, "Jurassic World" traz uma inevitável nostalgia por conta de inúmeros detalhes, desde a trilha sonora famosa até a cenas que remetem ao primeiro filme.
Dessa vez, o parque realmente está funcionando e faturando muito bem, obrigado. 
A administradora do local (Bryce Dallas Roward) esta prestes a receber seus sobrinhos que não vê há anos. Mas problemas no parque a faz negligenciar os garotos e ela é obrigada a refazer contato com a adestrador de velociraptors  Owen (Cris Pratt).
É óbvio que as coisas precisamente começam a dar tudo errado a partir do momento que uma nova especie de dinossauro criada em laboratório sai do seu carcere acidentalmente.
"Jurassic World" dribla o seus clichês com a maior desenvoltura. É claro que sabemos que tudo dará errado e que as crianças protagonistas correrão os maiores riscos, mas aí esta talvez a graça.
A trama em partes lembra muito o filme de 1993 e algumas homenagens ao produto original é fácil de reconhecer, ficando a impressão que o diretor teve o maior respeito com o fãs antigos.
Mas, vale ressaltar que a idéia de um "reboot" é também agraciar uma platéia mais nova e essa também sairá da sessão super satisfeita.
As cenas com os dinossauros ainda continuam a impressionar (sem o impacto do original, vale dizer) mas mesmo assim se revela uma caprichosa equipe de efeitos digitais por trás de tudo.
As cenas do ataque dos pterodáctilos ou do novo dinossauro-bicho-papão causa uma tensão absurda e não tem receio de mostrar mortes violentas e gente dilacerada.
Até as chatas cenas de beijo enquanto tudo esta um completo caos o próprio filme satiriza de uma maneira bem inteligente e conduz a trama até o fim com poucas falhas ( há um vilão tão caricato interpretado por um Vincent D'nofrio terrível, além de que sua funcionalidade na trama é bem descartável).
Mas, difícil dizer que "Jurassic World" é ruim.
É uma aventura de primeira que entrega exatamente aquilo que foi prometido por aí, e sendo mais uma repaginação ou não, é divertido.
NOTA___ 8,0
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