sábado, junho 06, 2015

MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA

PÉ NA TÁBUA


Eu não me lembro de ter ficado comovido assistindo um filme de ação em toda a minha vida.
E o responsável por esse feito é um velhinho no alto de seus 70 e poucos anos chamado George Miller.
Sim, quem poderia imaginar que um "recomeço" de uma das cine-séries mais icônica do cinema, sem o seu astro principal (Mel Gibson) poderia dar tremendamente certo?
E quem apostaria que George Miller teria tanto gás e adrenalina para oferecer, colocando no chinelo diversos pseudo-cineastas jovens que acham que fazem cinema de ação?
"Mad Max: Estrada da Fúria" é uma profusão de imagens hiper-acentuadas, personagens memoráveis , cenografia, direção de arte, figurino,.... ufa! tudo impecável.
Não será exagero se alguém por aí disser que "Estrada da Fúria" será um parâmetro para os filmes de ação lançados depois deste. Pois o nível alto de tensão  em cenas de perseguição são tão acachapantes que não se tem um registro atual de qualquer coisa parecida.
A trilogia iniciada lá em 1979 e suas duas continuações viraram referência para produções que tratavam de um futuro pós-apocaliptico, mas se tratando das cenas de ação, se percebia que a tecnologia da época limitava Miller em explorar tudo o que ele pretendia fazer.
Agora em 2015, a impressão que fica é que o diretor deitou e rolou com as possibilidades atuais e fez exatamente o que queria fazer, deixando as cenas de ação dos filmes anteriores parecerem um simples rolê.
Max (Tom Hardy) esta em apuros depois que foi capturado pela gangue de Immortal Joe (Hugh Keays-Byrne) um ser endeusado que domina a Cidadela. Depois que Furiosa (Charlize Theron, espetacular!) decide  resgatar as parideiras escravas do tirano, uma verdadeira e insana perseguição se dá inicio fazendo com que Max trombe no caminho de Furiosa.
A linha central do roteiro é bem simples, nada complicada. Mas a sua volta, um arsenal de analogias toma conta da história.
Desde o fanatismo religioso (os capangas de Joe, não se importam em morrer por Ele, vislumbrando o paraíso) ao feminismo (Furiosa chega a eclipsar Max com sua gama e não se intimida por nada), George Miller ainda coloca personagens idosos lutando mano-a-mano, demostrando o quanto o diretor não estava só preocupado em aperfeiçoar a ação e sim em pincelar outros assuntos pertinentes.
Mesmo assim, se você não estiver sacado tais analogias , as cenas "pé-na-tábua" são deslumbrantes.
Por alguns minutos você tem a certeza absoluta que tudo vai dar errado com a trupe liderada por Max e Furiosa.
Cada ataque dos capachos de Joe e de outras gangues pelo deserto é uma real possibilidade de morte e fracasso, deixando desenfreado a urgência de se auto-defenter e atacar o inimigo.
"Estrada da Fúria" é o cinema em seu grau maior e Miller oferece tudo o que teve em sua disposição e nos entrega uma obra-prima de primeira grandeza que ficará entre os melhores lançamentos desse ano sem a menor dúvida.

NOTA ____9,5
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