quarta-feira, junho 17, 2015

CASA GRANDE

GENTE FINA


Numa época em que o Brasil passa por uma crise em amplos sentidos, é bem oportuno a vinda de "Casa Grande".
Uma família de classe média alta se vê diminuindo gastos e privilégios por conta de um investimento mal aplicado pelo pai (Marcello Novaes). Determinados em esconder a situação para o seu filho Jean (o ótimo Thales Cavalcanti), os pais tentam a todo custo não transparecer a crise instalada, enquanto demitem funcionários da casa ou fazem empréstimos e bicos para tentar contornar a situação meio que na surdina.
Jean percebe algo mas ainda está mais preocupado com sua vida sentimental e sexual e quando conhece a garota Luiza (Bruna Amaya) num transporte coletivo, vem a tona preconceitos por ela ser de um classe social diferente e negra.
O interessante desse filme de estréia de Felipe Barbosa é que o seu roteiro incrível aborda com sutileza inúmeros assuntos sociais sem que isso tire o seu foco, em contar uma história.
"Casa Grande" não se torna uma típica produção cabeçuda e indigesta por conta de suas denuncias sociais e nunca algum assunto se sobrepõem, tirando o risco de torná-lo um filme-protesto que se esquece que é cinema.
Captando sua atenção do início ao fim, "Casa Grande" também dispõem de diálogos afiadíssimos, seja sobre as cotas para a entrada da faculdade, seja entre empregados e patrões, seja sobre o que aproxima e o que distancia classe sociais diferentes.
Inteligente e contestador, é um filme que se torna ainda maior diante da realidade que o Brasil vive hoje.
NOTA ____8,5
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