domingo, maio 17, 2015

A GAROTA QUE ANDA SOZINHA À NOITE

ANDANDO PELA SOMBRA


A mitologia dos vampiros vão mudando de tempos em tempos. Desde Nosferatu e Drácula chegando aos infames vampiros apaixonados da série "Crepúsculo".
Em "A Garota que anda Sozinha à Noite", o tema é tratado de um jeito bem diferente, ambientando no drama bem semelhante aos filmes árabes pela seu ritmo bem vagaroso.
No entanto a semelhança a essas produções é justificado pela origem iraniana da diretora Ana Lily Amirpour, já que o filme foi todo filmado nos Estados Unidos.
Os diálogos em persa ajudam a distanciar a produção de mais um sobre vampiros apaixonados e o cuidado com o cenário , não nos faz imaginar de que a história foi rodada na ensolarada Califórnia.
Em BadCity, uma garota vampira perambula pelas ruas escuras à caça de sua próxima vitima, que são geralmente pessoas com índole bem torta. O problema é que ela se depara com um traficante e se apaixona, modificando seu modo de se comportar.
"A Garota que anda Sozinha à Noite" tem sim muitos atributos, sua fotografia em preto-e-branco é espetacular e a trilha sonora repleta de músicas de banda de rock indie é outro ponto a favor (a cena em que toca "Death" da banda White Lies é memorável)
Mas o ritmo devagar-quase-parando prejudica e muito na apreciação do filme em si e o roteiro que inclui um romance sem novidades é bem aborrecido.
Lembrando um pouco a abordagem retrô de "Amantes Eternos" de Jim Jarmush,  o filme acaba não engrenando em várias passagens e outras empaca completamente.
E o terror e aflição de esta a mercê de um ataque de um vampiro é zero.
Mas de qualquer maneira, "A Garota que anda Sozinha à Noite" é sim para ser visto e revisto devido a alguns detalhes maravilhosos que a diretora incluiu no cenário e até no figurino cool da protagonista. 

NOTA ___7,0
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