segunda-feira, abril 20, 2015

CÁSSIA ELLER

UMA GAROTINHA

Falecida no final do ano de 2001, Cássia Eller sempre me deixou a nítida impressão de uma autenticidade singular, uma daquelas cantoras que não se encontram por aí aos montes.
Ao assistir esse documentário a impressão passa por constatação, e é interessante a forma como o cineasta Paulo Henrique Fontenelle (de "Loki") nos desarma de supetão ao desconfigurar a imagem célebre de sapatão enfezada para uma quase garotinha assustada com a dimensão da fama que obteve no fim da vida.
Essa e outras facetas pouco conhecidas do público dá forma a uma Cássia Eller fascinante,
O documentário se torna tão pulsante e íntimo a ponto de nos sentirmos mais um comadre do círculos de amizade da cantora. E assim percebemos o quanto Cássia se incomodava nas entrevistas só de reparar na sua expressão corporal e o quanto se libertava da timidez e de qualquer amarra quando estava no palco soltando o vozeirão.
Sem passar batido por drogas, traições e rompantes de fúria, que são detalhes perto da grandeza de Cássia como artista e como mulher,  acompanhamos a escalada para a consagração total de sua carreira, culminando num ano estressante e complicado em 2001.
A intensa rotina de shows, a exposição na mídia nunca vista como antes e o assédio do público cada vez maior contribuiu para a  morte de Cássia que não parecia administrar bem o fato de ser famosa, o fato de ser querida por um número crescente de fãs naquele último ano de sua vida.
A complexidade da garota tímida e a da mãe esbanjando ternura e da aquela que botava tudo pra quebrar nos palcos reitera o quanto Cássia Eller era única e insubstituível.

NOTA___ 10

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