domingo, março 08, 2015

BLIND

À PRIMEIRA VISTA

Eskil Vogt já tinha demonstrado seu talento como co-roteirista no ótimo "Oslo, 31 de Agosto" de Joachim Trier. Dessa vez, Vogt assume a cadeira de diretor além a de roteirista e entrega um filmão daqueles.
É o típico filme que pede uma  revisão pois à primeira vista parece contar uma história comum sobre vidas nesses tempos conteporâneos onde a dificuldade de se expressar e a solidão sufocante são temas corriqueiros.
Ingrid (uma atuação minimalista e perfeita de Ellen Dorrit Petersen) é deficiente visual e vive pelos cantos de seu apartamento onde divide com o marido. Ao mesmo tempo, conhecemos Einar e Elin dois vizinhos de janela que sofrem com a solidão imposta pela cidade, que no caso é Oslo.
Ingrid também dá asas a sua imaginação, talvez muito por conta de sua deficiência acabou  tornando sua mente aguçada, e é essa curiosa relação do que Ingrid imagina e o que realmente acontece ao seu redor que transforma "Blind" num filme desafiante e imensamente interessante a medida que o desenrolar do roteiro guarda surpresas.
"Blind", aliás, é repleto de cenas metafóricas.
Reparem na fabulosa cena onde Einar conversa num café com um amigo, os cenários mudam subitamente sem uma explicação plausível de inicio. 
O trabalho de edição  merece uma ovação de congratulações pois sem esse impecável trabalho não surgiria a estranheza e ao seu desfecho, o porquê dessas e outras cenas sem sentido existirem.

Nota-se que Eskil Vogt se esmera no roteiro perspicaz de "Blind" mas atrás da câmera  revela-se um cineasta cuidadoso e atento a todos e belos detalhes.

NOTA ____9,5

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