quarta-feira, novembro 12, 2014

TIM MAIA

CHAMEM O SÍNDICO

Mauro Lima conseguiu superar os seus dois trabalhos anteriores ("Meu Nome não é Johnny" e "Reis & Ratos" respectivamente) de lavada com "Tim Maia".
Sem concessões, a vida de Tim é destrinchada do nascimento à morte de uma maneira visceral.
Um dos maiores ícones do soul no Brasil, vemos a difícil caminhada que o cantor percorreu até chegar a consagração na música.
Baseado no livro de Nelson Motta (que por sua vez é baseado num outro livro do cantor Fábio) o filme tem o efeito de emocionar e sintetizar em quase 2 horas a vida inteira de alguém que não tinha limites.
Limites também não tinha o talento de Sebastião, que sabendo que as oportunidades não o procurariam, correu atrás incansavelmente do sonho em se tornar uma estrela da música, mesmo quando tudo parecia perdido.

Desde sua bandinha malfadada onde cantava com Roberto Carlos (George Sauma), sua passagem atribulada nos Estados Unidos, as tentativas em cantar solo com a ajuda de alguns conhecidos como Fábio (Cauã Reymond), finalmente o sucesso e reconhecimento, o envolvimento com uma seita onde espiritismo e extraterreste andavam de mãos dadas e a imersão nas drogas.
É óbvio que uma vida como a que Tim Maia teve vários fatos e algumas pessoas ficariam de fora.
Aline Moraes interpreta a esposa que na verdade é uma junção das várias namoradas que Tim teve ao longo do tempo. Se sabe também que o cantor Fábio não foi o único a se juntar a Tim e alavancar sua carreira solo.
No entanto, avaliando como um filme, "Tim Maia" é de encher os olhos. Muito por conta da direção inspirada de Mauro e de também dos atores que dão estofo ao lendário cantor.
Robson Nunes é o Tião da Marmita, o que precisava mudar o nome para cantar por que Sebastião não soava bem para um cantor de rock.
Babu Santana interpreta o Tim Maia dos anos 70 e 80 e adiante, já ídolo de muitos e mergulhado nas drogas beirando a decadência.
São interpretações diferentes onde há o link necessário quando há a transição.
 A vontade que fica logo os créditos finais subirem na tela é imergir no repertório de Tim e curtir ainda mais o seu legado.
NOTA 8,5
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