domingo, outubro 19, 2014

ISOLADOS

A SÓS

Apesar dos clássicos do Zé do Caixão, os filmes de terror produzidos no Brasil nunca foram muito populares. Atualmente pipocam uma ou outra produção onde o terror é difundido, onde há elementos do genero em filmes que aparentemente não se encaixariam nos moldes.
"Isolados" já assume de vez que o suspense será o protagonista e não coadjuvante.
De cara percebemos a evolução na direção de Tomás Portella ( do abominável "Qualquer Gato Vira-lata") que consegue deixar um clima de incerteza no ar praticamente o tempo inteiro com sua tomadas e cameras subjetivas atrás de arbustos.
Mas se o filme não é tão ruim quanto parecia ser , ele também não é tão bom quanto poderia ser.
Um casal (Regiane Alves e Bruno Gagliasso) se hospeda numa casa isolada entre as matas das serras do Rio de Janeiro. Já sabemos de antemão que há assassinatos ocorrendo na região e é uma questão de tempo para que os assassinos os encontrem.
A principio, "Isolados"  pode lembrar uma produção francesa chamada "Eles" onde um casal é perturbado por estranhos numa casa isolada no campo.
Mas o roteiro entrega uma surpresa no final que o faz distanciar da sua suposta fonte de inspiração.
"Isolados" gera mais interesse depois da surpresa no roteiro do que estava apresentando até então. No entanto, se tivesse mais ousadia desde o inicio, com certeza garantiria um destaque maior.
A presença de José Wilker, morto nesse ano é pífia e só servirá de lembrança. 
NOTA 5,0
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