sexta-feira, março 21, 2014

ALEMÃO

ENCURRALADOS

O grande problema de "Alemão" se encontra no seu miolo. A falta de ritmo e o excesso de melodrama telenovelescos empaca o bom andamento até então, somente próximo do desfecho que a tensão do início volta com força total mas aí já é tarde demais pra salvar a lavoura.
A idéia de realizar o filme veio do produtor Rodrigo Teixeira da RT Features (o mesmo dos ótimos "Frances Ha" e "Quando eu Era Vivo"), e com o roteiro de Gabriel Martins elaboraram os acontecimentos recentes referentes a invasão no Complexo do Alemão pela polícia.
O início promete, com muita tensão e ritmo bem ágil. 
Alguns policiais disfarçados dentro da comunidade tem suas identidades descobertas dias antes da ocupação da polícia. Com a cabeça deles a prêmio, todos se refugiam no porão da pizzaria do Deco (Otávio Müller) esperando a poeira baixar.
Com o nervosismo na estratosfera, o grupo começa a desconfiar um do outro e o clima claustrofóbico só piora a situação.
Entretando esse andamento tenso desce ralo abaixo quando os personagens de Cauã Reymond e Antonio Fangundes aparecem. Na pele de um traficante, Reymond não convence, embola nos diálogos terríveis e usa clichês manjados que irritam. 
Já Fagundes não faz feio com o que lhe ofereceram mas o seu delegado é o responsável por brecar bruscamente a velocidade que "Alemão" estava conquistando. Suas cenas empacam e o melô entedia.
Lá pelas tantas uma garota entra na história (Mariana Nunes) e bem devagar "Alemão" reconquista o interesse pela história.
Dirigido por José Eduardo Belmonte (do interessante "A Concepção"), "Alemão" passa a impressão de passar seu entretenimento pela metade, ou não acreditar na força que a situação proporciona e inserir dramas ( e bocejos) para dar um estofo no roteiro.

NOTA 6,0
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