sexta-feira, fevereiro 21, 2014

QUANDO EU ERA VIVO

O PASSADO

Coisas estranhas aconteciam no cotidiano de gente comum em "Trabalhar Cansa" e no curta "Um Ramo" ambos de Marco Dutra e Juliana Rojas.
São produções que mantiham um clima de suspense sufocante e tinham o poder de assombrar a sala ou qualquer ambiente que você estivesse assistindo os filmes.
"Quando eu Era vivo" possui um clima soturno do início ao desfecho e coisas estranhíssimas também acontecem, mas dessa vez  a produção tem a chance de atrair mais público numa história com um apelo mais amplo.
De qualquer maneira, as características estão lá e bem desenvolvidas, "Quando eu Era vivo" é o  filme que possui uma atmosfera macabra mais envolvente que vi nesses últimos meses.
Baseado no livro "A Arte de produzir Efeito sem Causa" de Lourenço Mutarelli, na trama Junior (Marat Descastes) volta pra casa onde passou a infância depois de uma separação tumultuosa.
Seu pai (Antônio Fagundes, que esta ótimo!) o recebe com hospitalidade e logo avisa que seu antigo quarto esta ocupado por uma garota (Sandy, que não compromete em nada).
No entanto, o apartamento invoca no rapaz  lembranças de fatos ocorridos com sua mãe falecida e seu irmão.
Algo no passado, envolvendo ligações com o ocultismo  esta parecendo chamar por Junior.
Vagarosamente (mas nunca sendo tedioso) somos embuidos pelo misterioso segredo, um impecável terror psicológico instará nos primeiros segundos de exibição do filme, nos fazendo nunca adivinhar de antemão para onde a trama estará nos levando.
"Quando eu era Vivo" lembra muito as produção recentes feitas no Japão, onde o clima de suspense e terror é muito mais acentuado do que o susto em si. São filmes que assombram a atmosfera e causam um desconforto pelo o que provoca. 
E é ótimo perceber que todo o elenco está na vibe que o filme necessita, e realmente todos brilham. Desde Sandy, que desempenha um papel de suma importância e nada óbvio até atrizes poucos conhecidas como Tuna Dwerk e Gilda Nomacce.
Gilda alías esta perfeita numa das melhores cenas envolvendo um tipo de ritual de descarrego. A maneira como Marco filmou essa passagem é fantástica e só com um jogo de cameras e luzes tornou muito mais visualmente interessante de assistir.
"Quando eu era Vivo" é cinema de primeira qualidade para um espectador comum, mas com certeza vai apetecer os fãs de terror e suspense com cenas que lembram alguns clássicos do gênero.
Ah.... lembram da lenda do boneco do Fofão nos anos 80?
É um dos inteligentes achados do filme. 
NOTA 8,5
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