quinta-feira, fevereiro 13, 2014

ELA

ELA É DEMAIS

Theodore (Joaquin Phoenix, que finalmente deixou de lado suas maluquices e voltou a interpretar) é um sujeito melancólico e com uma tristeza permanente no olhar. Vivendo numa Los Angeles futurística, o sujeito aplaca sua solidão interagindo em "chats" e batendo um lero com sua amiga (Amy Adams).
A vinda de um aplicativo, a última novidade em relação a inteleligencia artificial, desperta o interesse de Theodore que compra o aparelho sem pestanejar.
Instalando o sistema em casa, a auto-denominada Samantha (voz de Scarlett Johansson, incrível) começa a conversar com a rapaz, e a empatia é imediata.
Aos poucos, uma relação improvável toma forma e Theodore se percebe apaixonado por Samantha.
Mas pera lá, Samantha não tem corpo, não é pálpavel. E agora? 
"Ela" é um filme que a principio causa uma baita estranheza, afinal o cineasta Spike Jonze já foi longe o bastante em esquisitice com o seu "Quero Ser John Malkovich". Mas dessa vez, essa produção invoca inúmeros questionamentos sobre relacionamentos e de que forma estamos caminhando para se chegar na realidade do filme, se já não estamos...
Acabei estranhando o fato de alguém namorar com outro alguém que não existe, mas com o passar das horas percebi que esse cenário não esta nada distante do que vivemos hoje. 
Quem nao conhece pessoas que se relacionam somente pelo computador, somente trocando mensagens?
Há relacionamentos que começam e terminam sem  as pessoas trocarem um olhar pessoalmente.
"Ela" vai mais a fundo nesses questionamentos e diz, será que estamos desejando o conceito do amor e não os relacionamentos em si?
É claro que o roteiro sensacional não sobreviveria sem uma direção bacana e um elenco de primeira.
Joaquin Phoenix esta realmente ótimo  mas quem rouba as atenções é uma surpreendente Scarlett Johansson.
Ela desperta no protagonista os mais diversos sentimentos e consegue transformar a personagem em alguém de verdade, com angustias e aspectos de uma personalidade em conflito. Somente com a voz!
É um trabalho incrível que mereceria ser reconhecido.
Outra salva de aplausos também para a direção de Jonze que dá espaço para detalhes destacando as cores pasteis e fotografia primorosa.
No entanto, percebo que essas produções indicadas ao Oscar desse ano tem um mal em comum. A longa duração que por vezes entedia e tira um pouco do encantamento.
Se fosse mais compacto, "Ela" seria soberbo.

NOTA: 8,5
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