sábado, janeiro 04, 2014

UM ESTRANHO NO LAGO

TESÃO E TENSÃO

Franck (Pierre Deladonchamps) é uma dos que aproveita a privacidade de um lago para nadar, tomar um banho de sol nú e "caçar". O lugar acabou se tornando  um ponto de encontro entre homens que buscam o sexo rápido e descompromissado, onde se pode ficar nu sem restrições e paquerar.
Mas também acaba sendo o cenário de um assassinato, e Franck sabe quem é o assassino ao mesmo tempo que uma irresistivel atração o assola quando o avista.
"Um Estranho no Lago" se passa inteiramente numa única ambientação, e essa decisão acabou beneficiando no ritmo e na sensação quase que claustrofóbica que o filme assume com o decorrer do tempo. 
Fazendo uma comparação até boba, é mais ou menos como se o personagem de John Cusack em "1.408" não conseguisse sair daquele quarto por mais que quisesse. Aqui é bem assim, Franck não consegue se desassociar do lago e consequentemente da figura de Michel (Christophe Paou), e a medida que o suspense e tensão crescem, o cenário antes paradisíaco e tranquilo se torna ameaçador e sombrio, claustrofóbico eu diria.
É fascinante também escutar atentamente os sons  que o cenário do lago propociona, desde o zumbido de um mosquito, o vento balançando o topo das árvores, o burburinho da água, tudo ajuda na imersão da história e a plena convicção que aquele lugar passa a ser mais um personagem no filme.
O diretor Alain Guiraudie não se acanha em filmar as cenas de sexo (explícito) com naturalidade e mais uma vez não se torna algo desencaixado do restante de outras cenas.
A exemplo do recente "Azul é a Cor mais Quente", as tais cenas complementam e condizem com a natureza de seus personagens e do próprio filme.

Nota: 9,0
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