quarta-feira, janeiro 08, 2014

RUSH

DUPLA EXPLOSIVA

"Rush" de primeira poderia me aborrecer por supostamente se tratar de Fórmula 1.
Nunca gostei, mesmo nos tempos áureos de Ayrton Senna.
E não sabia de nada das vidas de Niki Lauda e James Hunt. 
O diretor Ron Howard ("Uma Mente Brilhante", dentre outros) parece saber que haverá os dois tipos de telespectadores para assistir "Rush", os afeiçoados a F1 e os leigos como eu, e acerta na mosca no seu equilíbrio.
Nunca que "Rush" se torna aborrecido porque na verdade não é exatamente um filme de F1. E sim de dois grandes pilotos e a rivalidade que pegou fogo nos autódromos entre os anos 70 e 80. 
Sabiamente, Howard destaca a dupla e "Rush" cresce infinitamente. 
James Hunt (Chris Hemsworth), é o tipo fanfarrão e mulherengo, Niki Lauda (Daniel Brühl) é mais sério e concentrado. O duelo nas pistas acaba se tornando pessoal com o passar do tempo, e essa rivalidade é o centro das ações que desencadeará consequências para ambos.
Aliás, Daniel interpreta com tamanha convicção Lauda que fica difícil reconhe-lo. A maquiagem ajudou na transformação, mas é só um item que num ator meia-boca nunca que funcionaria.
Lauda também acaba sendo da dupla o mais interessante em acompanhar e naturalmente é o personagem que oferece mais artifícios para um bom ator brilhar. E Daniel Brühl agarra a oportunidade intensamente.
Brilha tanto que deixa Hemsworth e seu James Hunt à sua sombra. É o ponto mais fraco de "Rush", o talento limitado do loirão não consegue da muito estofo ou convicção.
De qualquer maneira, o filme concentra-se um pouco mais em Niki Lauda e é fascinante perceber o quanto que a morte e a vida se misturam e representam para o piloto.
Nota: 8,5
  
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