sexta-feira, janeiro 17, 2014

GRAVIDADE

SEM FÔLEGO

Não há dúvidas quanto o talento e a eficácia de Alfonso Cuáron. O mexicano já havia demonstrado em trabalhos anteriores o quanto ele era bom no seu oficio. "E Sua Mãe Também", "Filhos da Esperança" e até em um dos episódios de Harry Potter. O sujeito não erra!
Era mais do que na hora dele receber o reconhecimento e as láureas que a imprensa esta fazendo, mesmo que "Gravidade" não seja o filme dele que mais gosto.
Sim, acho um baita exagero as manifestações positivas sobre o filme, como também acho que quem odeia só pra soar "cool" e ir contra a maré, é besteira.
"Gravidade" é sim um ótimo filme, deslumbrante em se tratando nos termos técnicos, há de se reconhecer. Aliado com o direção de Cuáron, estupenda, se tem aqui um dos casos onde é possível não apenas assistir e sim sentir.
Tudo começa a quilômetros acima da Terra, quando destroços que orbitam em torno do Planeta atingem a nave em que Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalsky (George Clooney) estão trabalhando. 
Em questão de minutos, tudo vai pelo espaço! e a batalha para os personagens sobreviverem a uma situação extremamente difícil toma pinceladas filosóficas e religiosas.
Descrevendo assim até parece que "Gravidade" seja apenas um filme-cabeça a lá Terrence Malick, mas Cuáron capricha nas cenas de ação impecavelmente.
Aliás, tanto nas cenas mais delicadas onde você somente contempla o Planeta Terra quanto nas cenas onde você literalmente perde o ar devido a extrema tensão que provoca, Cuáron capricha e equilibra bem a beleza do espaço com o perigo mortal que dubiamente ele o é.
Sandra Bullock segura bem as exigências que Ryan pede, uma atuação indicada as premiações agora sim justa mas nada arrebatadora. Mas é um trabalho difícil que exige muito do físico e do psicológico e há de se tirar o chapéu para o seu comprometimento.
Mas as comparações a "2001" e a necessidade de rotula-lo como uma obra-prima suprema é de um exagero sem tamanho. É um belo trabalho sim, mas Cuáron já fez algo mais tocante  em outras ocasiões    ( "E Sua Mãe Também", que tinha um roteiro incrível).
Tirando a empolgação de lado,  "Gravidade" se torna mais agradável sem esse hype que o leva injustamente além do espaço.
NOTA: 8,5

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