quinta-feira, janeiro 02, 2014

AZUL É A COR MAIS QUENTE

A VIDA DE ADÉLE     

Filmes onde relações são destrinchadas e analisadas com os dois pés bem no chão não são novidade.
A questão de "Azul é a Cor mais Quente", não é trazer uma inovação na estrutura de seu roteiro, mas o que torna o filme tão admirável é a entrega e paixão que todos os envolvidos se lançam sem pestanejar.
A começar pela protagonista, a linda  Adéle Exarchopoulos que encarna uma garota às voltas com as primeiras relações sexuais e a descoberta de sua verdadeira identidade.
Acompanhamos a sua vida, indo para a escola, conversando com colegas, flertando com um garoto até chegar a frustração do sexo com ele.
Mais tarde, Adéle retribuiu um beijo que uma amiga trocou por acaso  e percebe a diferença de sentimentos que aquilo provocou. 
Quando conhece Emma (Léa Seydoux), uma lésbica segura de si, Adéle extravasa com intensidade todos os seus sentimentos e sua sexualidade.
As tórridas cenas de sexo explicito aliás são muito bem colocadas pois o diretor Ablellatif Kechiche soube ilustrar na expressão das atrizes (principalmente de Adéle, que esta sensacional) a sensação de completude, de algo vívido e pulsante, contradizendo totalmente o sexo mecânico e gélido da cena com o garoto.

É importante dizer que de nenhuma maneira, as cenas de sexo se sobressaem do restante do filme. Tudo é levado com a mesma entrega, e essas cenas somente acompanham o que já estava ali.
"Azul é a Cor mais Quente" é muito mais do que qualquer rótulo poderia minimiza lo, não é um filme gay destinado aos gays onde sendo assim, somente eles entenderiam os personagens.
Esse tipo de racicionio preconceituoso não se enquadra aqui e em qualquer produção onde uma relação entre dois homens ou duas mulheres é o foco.
São pessoas, são relações que não diferem de qualquer outra , com seus altos e baixos, com seu aspecto positivo e negativo.
Acompanhar de perto a relação de Adéle e Emma, e a transformação que causa na vida  de Adéle por esse desabrochar é comovente de assistir.
"Azul é a Cor mais Quente" carrega muita simbologia em sua cenas, é de se admirar o esmero de Kechiche na direção, me levando a ficar curioso quanto a sua filmografia.
Um exemplo é quando Adéle esta na praia e vai mergulhar no mar, o mundo de significados que aquela cena deflagra é desconcertante.
Poético, visceral e lindo de se assistir. "Azul é a Cor mais Quente" é mais do que recomendado, é quase que  uma obrigação conferi-lo.                                                                                


Nota: 9,5
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2 comentários:

Anônimo disse...

Ela é uma atriz Francesa e não Grega... Adèle Exarchopoulos nasceu no 14º arrondissement de Paris, França no dia 22 de novembro de 1993

Marcelo Seiler disse...

Vc tem razão. Ela é francesa, e é descendente de grego. Valeu pela correção.

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