segunda-feira, julho 22, 2013

ONLY GOD FORGIVES

IMPERDOÁVEL

É inegável que "Drive" deu um "up" na carreira de Ryan Gosling e de seu diretor Nicolas Winding Refn. Tanto foi que com enorme expectativa que se noticiava a produção de seu próximo projeto intitulado "Only God Forgives (Só Deus Perdoa)", que novamente contava com a parceria de Ryan.
Os trailers mostravam imagens tecnicamente bem dirigidas e  de cair o queixo, e a expectativa somente aumentava.
Só que infelizmente, e apesar de ter as características do cineasta presente, "Only God Forgives" não empolga em nenhum momento sequer.
O que mais incomoda é a atuação de Ryan Gosling, o tipo sujeito caladão e misterioso caiu como uma luva em "Drive", mas aqui não convence. É difícil desassociar o já icônico motorista do filme anterior, e isso atrapalha e muito no desenvolvimento do personagem.
Mas se somente esse fosse o problema do filme, estávamos no lucro.

O cenário é Bangkok, e é lá que o irmão de Julian (Gosling, apático) é violentamente assassinado. Um policial (Vithaya Pansrimrgam) esta indiretamente envolvido na ação. E a vingança tarda mas não falha, pois a mãe bitch de Julian (Kristen Scott Thomas) quer a cabeça dos envolvidos numa bandeja.
É uma sucessão de assassinatos e sangue em profusão, mas estranhamente tudo é mostrada de um jeito vazio e asséptico. 
Não consegui me envolver com a história, e muito menos me preocupar com algum personagem.
Há tomadas de câmeras esplendidas  e uma fotografia límpida e bela, o esmero já é costume nas produções do cineasta, mas nem isso foi capaz de compensar a falta de emoção que o filme traz.

"Only God Forgives" repudia o seu publico. Algo que definitivamente não acontecia, por exemplo, com "Drive. E isso é imperdoável.

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