terça-feira, julho 30, 2013

MINHA MÃE É UMA PEÇA

MAMÃEZINHA QUERIDA

Paulo Gustavo é a estrela absoluta dessa adaptação da peça teatral que foi um sucesso de público. É ele, ou melhor Hemínia sua personagem, que reina durante boa parte de "Minha Mãe é uma Peça".
Nada mais natural, pois Paulo também interpretou a personagem no teatro por muito tempo, e essa familiaridade com Hermínia é bem notado no filme. 
A despeito da ótima atuação de Paulo Gustavo, não posso deixar de elogiar o esforço do diretor em tratar a produção como realmente um filme para cinema. O fraco das comédias nacionais, é que sempre dão a impressão de não se importarem muito com a direção, com tomadas de câmera decentes. 
Acabam sempre me lembrando um episódio esticado de alguma sitcon global (caso de "Se Eu Fosse Você" ou "De Pernas pro Ar"), sem rebuscamento cinematográfico.
Aqui é nítida a preocupação com a trilha sonora, com atuação, com a edição... enfim, em parecer um filme de verdade.
O mínimo que se espera de uma comédia são risos.  E "Minha Mãe é uma peça" arranca com naturalidade vários deles.
Nem todos esperam do cinema um Bergman indecifrável, e se o intuito é diversão (mas sem se livrar do nível técnico cinematográfico toleravel, veja bem!), "Minha Mãe é um Peça" é um prato cheio.
Dona Hermínia e seus filhos estão em pé de guerra, e depois de um mal entendido, a mulher foge para a casa da tia (Suelly Franco), para alivio (ou desespero) dos irmãos deixados em casa.
É a deixa para Paulo Gustavo brilhar e divertir a publico pra valer.
Até relevei algumas falhas, como a história da morte de um personagem que achei desnecessário e destoante.
Mas no geral, "Minha Mãe é um Peça" é agradável de se assistir, e a julgar pela polpuda bilheteria que anda obtendo (quase 4 milhões de público), não sou o único a pensar o mesmo.


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