quarta-feira, maio 15, 2013

SOMOS TÃO JOVENS

AINDA É CEDO

Cedo ou mais tarde, alguém filmaria uma biografia de Renato Russo.
E é uma pena que ela tenha sido realizada tão equivocadamente.
Pelo menos "Somos tão Jovens"  acerta na decisão de não contar a história toda do artista, e sim um período em que o então jovem Renato estava as voltas com o movimento punk e a formação de sua primeira banda , o "Aborto Elétrico" .
O problema todo esta na forma de como o veterano cineasta Antonio Carlos da Fontoura (do terrível "Gatão de Meia Idade") decidiu filmar os primórdios da cena roqueira em Brasilia. 
São enquadramentos fechadissimos e hiper closes frequentes que atrapalham e muito o prazer de assistir o filme. 
Não há justificativa cabível por essa opção de filmagem,e o resultado chega a ponto de causar náuseas na plateia devido ao treme-treme da câmera inquieta. 
Infelizmente o roteiro de Marcos Bernstein  ("Central do Brasil") mais atrapalha do que ajuda.  Bem quadrado, com diálogos infantiloides que dão um jeito de colocar versos de canções bem conhecidas (argh) e personagens secundários muito mal explorados. 
Fiquei estarrecido a maneira como é retratada a relação de Renato com seus pais. 
Desperdiçando dois bons atores (Marcos Breda e a ótima Sandra Corvelone), os personagens estão caricatos e completamente artificiais.
Quem consegue fugir das garras do roteiro e incorporar algo natural e espontâneo são Thiago Mendonça e Laila Zaid. 
Admito que é difícil de se acostumar com os trejeitos de Thiago logo de inicio, mas com o desenrolar da história, o ator incorpora com mais naturalidade e convicção o seu Renato. Ora realmente lembra o original, ora parece ser uma visão particular elaborada não pelo roteiro e sim pelo próprio ator.
Outro destaque no elenco é Laila, de que nunca ouvi falar e está uma graça como a melhor amiga do protagonista, Aninha.

Mas os elogios param por aí.
Achei a interpretação do Herbert Vianna absurda e esquisita. Que tom de voz era aquela?
E por qual motivo o diretor resolveu  limar qualquer cena que deixasse evidente que o biografado estava de caso com algum homem?  
Pra que tanto pudor? Era segredo que ele se relacionava com homens também?
No final das contas nem as cenas das apresentações empolgam de verdade.
Sobram as músicas para cantarolar e o verdadeiro Renato Russo deixado no final para matar saudades.


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2 comentários:

Fernanda Moraes disse...

Tirando os defeitos, ótimo filme para reelembrar sua juventude ou valorizar seu período de curtir a vida despreocupadamente!

Marcelo Seiler disse...

sqn! rsrsrs

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