sábado, abril 06, 2013

MAMA

Y TU MAMÁ TAMBIÉM

Há boas qualidades em "Mama", a extensão do curta-metragem de Andres Muschietti que fez uma baita sucesso e chamou a atenção do fluente Guilhermo Del Toro.
No entanto, são boas qualidades que eu já vi em outros filmes, aliás "Mama" o filme estendido, acabou me lembrando demais diversas outras produções.
Há um pecado nisso? 
Até que não, já que o filme funciona como um passatempo decente e consegue sim assustar em determinadas cenas. Agora se ele é original, aí são outros quinhentos...
A requisitada Jessica Chastain interpreta Annabel, que se vê na situação de abrigar as sobrinhas desaparecidas do seu marido. À principio,  Annabel parece não ter muito jeito em demonstrar seu lado maternal, mas um inesperado acidente acaba as aproximando.
O que Annabel nem desconfia é que uma entidade maligna e possessiva esta à espreita, uma entidade que "cuidou" das meninas enquanto elas estavam isoladas numa cabana. 
A partir daí, dá para prever o que mais ou menos acontece, Annabel começa a ouvir ruídos estranhos, ter pesadelos terríveis até se deparar com a enciumada Mama.
Como eu disse, durante o filme todo comecei a lembrar dos filmes de Tim Burton (os mais antigos, por favor), Alfonso Cuaron e claro de Guilhermo Del Toro. Esse clima de fábula dark, os cenários sombrios e fotografia progressivamente azulada, melancólica remete direto à algumas produções feitas por esses cineastas.
E não há mal nenhum em ter como inspiração esses ótimos diretores, o problema é que "Mama" acaba não tendo em nenhuma cena sequer alguma personalidade de Muschietti.
Quanto a vilã fantasma, para mim não passa de uma variante da Sadako de "O Chamado".
Sem novidades no front, é melhor nos concentrar na atuação do elenco, principalmente as atrizes mirins que estão fabulosas.

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