sexta-feira, abril 26, 2013

EVIL DEAD

BANHO DE SANGUE

E finalmente surge o refilmagem do clássico dos clássicos do terror trash "The Evil Dead", com muita expectativa e inúmeras dúvidas em relação a realização do filme.
Afinal, seria uma abordagem completamente diferente do original? Seria uma refilmagem quadro a quadro?
Acabaria com a reputação desse que um dos melhores e mais divertidos filmes de terror da história?
Desnecessário?
A verdade é que são poucos os "remakes" que deram certo, e em se tratando de clássicos absolutos o buraco é mais embaixo.
Quem teve a ousadia de refilmar "A Hora do Pesadelo", só pra exemplificar, se deu muito mal. O filme de Wes Craven ainda continua vivido e pulsante e coloca no chinelo a refilmagem horrorosa que não serviu pra nada. 
O meu medo (e o de muitos, creio eu) era que essa nova visão de "Evil Dead" fosse pegar leve e se adaptar a essa nova geração de adolescentes bobocas que vibram assistindo o "Crepúsculo".
E eu estava completamente enganado!
Claro que prefiro a tosqueira que é o filme de 81, que ainda tem  o seu charme e características próprias que são irretocáveis e inimitáveis.
Mas o novo "Evil Dead" não freia na matança e principalmente na violência . 
E que falta estava fazendo um verdadeiro banho de sangue em algum filme de terror recente! 
A história muda alguns detalhes mas o cenário é o mesmo. Cinco jovens se instalam numa cabana isolada afim de ajudar Mia (Jane Levy) a se livrar definitivamente das drogas.
Um deles descobre o Livro dos Mortos e sem querer liberta uma força maligna que vai possuindo um por um.
O diretor Fede Alvarez foi convidado pelo próprio Sam Raimi (diretor da trilogia original) a levar adiante o projeto depois de perceber o potencial do garoto ao assistir o  seu ótimo. curta metragem "Ataque de Pânico!".
E o fato de Alvarez ser fã de terror, transforma esse "Evil Dead" não numa mera refilmagem, e sim numa espécie de uma grande homenagem, uma roupagem nova que tem sim elementos dos filmes ultra  sanguinolentos feitos nos anos 80, mas não quer ser o outro "Evil Dead" ao mesmo tempo.
O diretor sabe em que vespeiro esta mexendo, e tomou cuidado em jogar algumas referencias a produção original que vão agradar os fans de outrora na certa, mas é bom avisar que temos aqui um outro enfoque. 
A versão turbinada de 2013, tem um clima bem mais soturno, quase não há alívios cômicos e infelizmente não há um personagem tão inesquecível quanto foi  Ash (Bruce Campbell).
Então é melhor nem comparar. 

Deixando de lado as comparações, percebemos o quanto esse "Evil Dead" capricha em se distanciar da pasmaceira que dominou as produções de terror recente. Litros e litros de sangue, e eu não estou brincando quando digo que os personagens literalmente se encharcam no líquido vermelho.
É uma violência hibrida de gosmas e detalhes incrivelmente realistas que remete as trasheiras oitentistas e não aos "torture-porn" dos anos 2000.
Enfim, dá pra ser divertir adoidado e eu como fã do original não me senti ofendido ou indignado pois ele  faz reverencias ao filme de Sam Raimi com o maior respeito.

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