sexta-feira, fevereiro 22, 2013

AMOR

INEVITÁVEL
É doloroso assistir "Amor" por ser uma história que poderá inevitavelmente acontecer a qualquer um. Numa entrevista recente, o cineasta Michael Haneke disse: " 'Amor' atinge as pessoas porque pode se passar em todas as famílias. Se uma pessoa é muito jovem, pode ter vivido isso com os avós, se não é tão jovem, com seus pais". 
Mais do que acompanhar o definhamento progressivo de algum parente próximo, "Amor" aborda sutilmente outros temas, mas fica a cargo de quem assistir perceber e descobrir as metáforas que esse esplendido filme lança.
A vida de um casal de octogenários ( Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, ma-ra-vi-lho-sos!!!) é devastada com a doença que acomete a senhora. Passado quase que inteiramente dentro do apartamento dos velhinhos, a produção com o decorrer do tempo, se torna insuportavelmente apreensiva e claustrofóbica.
Já sou um admirado enaltecedor dos filmes de Haneke desde que assisti "A Professora de Piano" , e percebo aqui os longos planos e silêncios existentes em sua filmografia, além do permanecimento da 'violência' implícita e/ou explícita nas situações.
Mas creio que dessa vez Haneke será apreciado por um novo tipo de público, além dos nichos de filmes de arte, justamente por causa do alarde das indicações ao Oscar e pelo tema que chama a atenção de qualquer um. 
É um filme difícil de assistir, não vou enganar ninguém. 
No entanto, "Amor" não se rende as lágrimas fáceis, Haneke não usa artimanhas dramáticas que poderiam sim cair no sentimentalismo barato, as situações já são difíceis o suficiente e comovem por si só.
E a atuação arrebatadora da fofa Emmanuelle Riva, que faz aniversário no dia da entrega do Oscar, fez me torcer ardorosamente para sua vitória.
Caso haja as famosas injustiças da premiação, no meu prêmio ela já é a favorita.

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