segunda-feira, agosto 20, 2012

PODER SEM LIMITES


INCONTROLÁVEL

Muitos estão falando por aí que “Poder sem Limites” nada mais é do que um híbrido de “Carrie- A Estranha” com qualquer filme aí que utiliza o já cansado e mal-fadado estilo da câmera na mão.
É reduzir preguiçosamente uma interessante idéia que esforça bravamente em fugir dos clichês , mas convenhamos que o filme desperta sim uma sensação de deja-vú constante que remete não só a essas produções , mas a muitas outras que envolve alguém perturbado e emocionalmente instável  que por acaso adquire um poder sobre-humano.
A produção se desenvolve sem grandes surpresas, o estilo adotado dos personagens gravando as cenas começa a cansar, mas isso não é culpa de “Poder sem Limites” e sim da avacalhação que esse quase que subgênero chegou.

É incrível as coincidências que o diretor quer que engolimos para manter sempre o estilo, no entanto a crescente tensão  e a perfeita entrosagem entre os atores ajudam e muito o desenvolvimento e o interesse pelo o que esta acontecendo.
Mesmo prevendo algumas soluções, não fiquei momento algum entediado.
Prova de que o diretor estreante Josh Trank teve boa mão em nos apresentar algo completamente “velho” numa roupagem que parecesse nova e sobretudo conseguir por muitas vezes ser empolgante.
A história segue um grupo de rapazes  lidando com os superpoderes recém adquiridos, mas Andrew (Dane DeHaan, incrivelmente parecido com Leonardo DiCaprio) é o que parece ser o mais poderoso.
Sendo constantemente hostilizado tanto em casa quanto na escola não vai demorar muito  para o garoto perder o controle sobre seus poderes e,  não é surpresa alguma que a coisa começa a ficar muita feia a medida que Andrew se torna uma espécie de herói ou... um anti-herói... hum um vilão talvez?
“Poder sem Limites” joga na sua cara as seguintes questões: Há regras ou ética para essa situação?
Você realmente bancaria o herói se tivesse forças sobre humanas?
E se não houvesse vilões pra caçar por aí e somente você com poderes?
Não os usaria para se vingar de algum desafeto?
Talvez roubar algum dinheiro... e se transformar sim num vilão?

Andrew é o melhor personagem do trio, e o filme cresceria infinitivamente se ele fosse o único dali a ser super dotado, mas do jeito que ficou acabou ficando meio que nas sombras de outras produções que utilizaram o mesmo tema.
Mas a despeito de tudo, “Poder sem Limites” resulta sim num ótimo programa, sem inovar muito.

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