sexta-feira, julho 27, 2012

CRAZY, STUPID, LOVE

ABC DO AMOR

O filme anterior da dupla Glenn Ficarra e John Requa, "I Love you, Phillip Morris"  já mostrava o quanto eles eram criativos e nada acomodados em entregar um material semelhante a maioria dos filmes feitos hoje em dia.
A comédia-romântica deles "Crazy, Stupid, Love" também não é mais uma comédia-romântica que entopem as salas aos borbotões.
A começar pelo elenco usual pra esse tipo de produção e o roteiro que tenta (e consegue na maior parte do tempo) se livrar dos clichês cansativos.
A trama aparentemente é bem comum, e pode até lembrar o "clássico" tema do patinho feio que dá uma guinada na vida quando muda de atitude por intermédio de alguém.
No caso, Cal (Steve Carell) é o sujeito que vê a sua auto-estima descer ralo abaixo quando sua esposa (Julianne Moore) pede o divórcio.
 Completamente despreparado para conseguir seguir adiante, ele acaba recebendo os conselhos de um mulherengo sedutor chamado Jacob (Ryan Gosling, saradão e muito à vontade).
A relação dos dois irá ser meio que "Karatê Kid", com o mestre ensinando ao pupilo técnicas de abordagem, de como cortejar uma mulher, de como se vestir adequadamente e dicas de comportamento que vão despertar a auto-confiança em Cal.
Paralelamente, há outras histórias sendo contadas que vão estar interligados de alguma maneira.
Há uma simpática subtrama onde envolve o filho de Cal (Jonah Bobo) perdidamente apaixonado por sua babá, há outra onde Jacob conhece a linda Hanna (Emma Stone) que não cai na lábia do garanhão de primeira, fazendo com que ele encare o fato de se apaixonar de verdade por alguém.
Além dos diálogos verdadeiramente engraçados e inteligentes (coisa rara nesse tipo de filme pois eu me vi dando risadas de verdade sem ficar vendo situações forçadas ou escrachadas), o elenco todo esta muito bem e em grande sintonia.
A química entre o casal Gosling e Stone é tamanha que os diálogos soam naturais, improvisados e as suas cenas mostram um naturalismo pouco visto em filmes recentes.
Reparem na parte que eles imitam "Dirty Dancing" e logo após vão para a cama.
O que acontece "frusta" a nossa expectativa e Jacob finalmente mostra um lado que ele teimava em esconder.

"Crazy, Stupid, Love" só erra mesmo no desfecho, que achei sem graça e aí sim, sem criatividade.
Também achei que algumas horas a menos daria ao filme mais força e reforçaria à vontade súbita de revê-lo.
Mas colocado na balança, as qualidades se sobressaem.

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