domingo, maio 27, 2012

BRONSON

NOME DE GUERRA

Logo depois que assisti “Drive”, fiquei interessando em assistir os outros filmes de Nicolas Winding Refn. Afinal, o cara demonstrou que nasceu para fazer cinema, a julgar pelas tomadas de câmeras perfeitas, trilha sonora incrível, além de utilizar boas referencias em relação ao clima proposto pelo filme.


No final de “Bronson” cheguei à conclusão que o cara realmente é foda. E saquei o quanto ele é detalhista em tudo, principalmente na maneira que ele consegue extrair interpretações ímpares de atores formidáveis.

Aqui quem brilha com intensa ferocidade é Tom Hardy (que será o vilão Bane do próximo Batman, e já fez sucessos como”A Origem” e “Guerreiro”), que simplesmente não interpreta mas vive Michael Peterson, um condenado famoso na Inglaterra por suas peripécias e por seus longos anos atrás de grades.

Esse homem realmente existe, é uma figura freqüente na mídia inglesa, já lançou alguns livros e fez inúmeras entrevistas contando esfuziante sobre suas desventuras durante os anos de confinamento.

Prato cheio para Hardy deitar e rolar no personagem, ele muda completamente de postura, de voz , o olhar , é realmente outra pessoa. Fiquei impressionado com a desenvoltura em Hardy em se expor, não digo pela várias cenas onde ele aparece pelado sem demonstrar vergonha alguma, mas o quanto ele se entrega nas viagens e insensatez que Bronson (seu nome de guerra adotado obviamente do saudoso Charles Bronson) geralmente se perde.

Bronson tem ímpetos de fúria, é violento ao extremo, adora uma boa briga e tem uma obsessão em se tornar famoso custe o que custar.

O bacana é que em “Bronson” há tiradas engraçadas que me pegaram de calças curtas, o próprio personagem é engraçado, falando impropérios todo tempo que é fica difícil não achar graça. Outras cenas também soam muito divertidas, como aquela em que se passa no hospício onde vários malucos dançam e cantam desajeitadamente “It’s a Sin” do Pet Shop Boys.

Alias a trilha sonora é o ponto alto, que por vezes me remeteu a de “Laranja Mecânica”.

Por fim, eu acabei me perdendo exatamente como o personagem em seus devaneios. E ficou realmente muito mais claro que falta muito pouco para Nicolas Winding Refn alcançar uma fama tão quanto Bronson desejou para si.




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