terça-feira, abril 17, 2012

HEDWIG AND THE ANGRY INCH

TRAÍDOS PELO DESEJO


“Hedwig and The Angry Inch” é um desses musicais que definitivamente é impossível não se contagiar pela energia transmitida sem escalas para o público.

John Cameron Mitchell adapta, atua e dirige com perfeição essa versão cinematográfica da peça que esteve em circuito Off-Broadway.

Hensel (o sensacional Cameron Mitchell) anseia em conhecer alguém que vai tirá-lo da inércia que é sua vida vivida na Alemanha Oriental antes da queda do Muro.

Seu desejo é atendido quando se relaciona com um soldado americano que promete mundos e fundos, mas o que mais importa a Hensel é a possibilidade de viver nos Estados Unidos e ultrapassar a barreira e limitações do muro.

Para isso, ele muda seu nome para Hedwig, coloca uma peruca loura e encara com o aval da mãe uma operação de mudança de sexo.
Mas infelizmente a cirurgia não dá nada certo, deixando polegadas a mais do que gostaria em seu órgão genital (esse causo é contado brilhantemente em “The Angry Inch”, uma das maravilhosas canções).

De certo, como não se lamentar por não existir uma banda no nosso mundo real com é a “The Angry Inch”?
Logo de cara, assistimos o desempenho da banda e Hedwig se desmanchando cantando “Tear me Down”, e se preparem pois essa é só a primeira das canções que vão invadir sua cabeça por um tempo inderteminado.

O bom é que é musica boa mesmo!! Rock n roll de qualidade com influencias do punk, glan rock, David Bowie, Lou Reed enfim, só fera.
Algumas canções retratam a trajetória de Hedwig, um ensejo que Cameron utiliza para em flash-back conhecermos os primórdios das apresentações da banda e também conhecermos um elemento-chave na história: Tommy Gnosis (Michael Pitt).

Tommy se tornou um rockstar mundial, mas seu sucesso veio muito de tudo que aprendeu com Hedwig da época em que ela trabalhava como babá na casa do garoto.
A ingratidão por não dar créditos ainda à deixa bastante magoada, sua perseguição á Tommy pode parecer uma vingança ressentida, afinal o êxito comercial do garoto é criação dela. Mas, sem querer revelar spoilers, percebemos que a verdadeira dor de Hedwig é a de um coração cruelmente partido...

Falando em coração partido, há baladas românticas de doer no fundo da alma. A mais genial é “The Origin of Love” que sinceramente não me recordo de ouvir uma canção tão bem escrita como essa. 
A história toda da lenda de como o amor foi criado é belíssimo de se ouvir e ver ( há ilustrações simpáticas enquanto Hedwig canta).
O forte é a trilha sonora, mas tudo se destaca, desde o figurino extravagante e colorido, à direção de arte, fotografia e elenco tão empenhado quanto Cameron atrás e na frente das câmeras.
Pode até estranhar o fato da melosa “I Will Always Love You” super conhecida na voz de Whitney Houston, estar presente no filme, mas ela é utilizada de um modo tão apropriado num cena tão, mas tão bem dirigida que no final você pensa.
É coisa de gênio!!!

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