sexta-feira, fevereiro 10, 2012

DRIVE

HERÓI

Um misterioso dublê (Ryan Gosling) faz alguns trabalhos ocasionais por fora. E um desses é transportar bandidos no momento de fuga, sua habilidade por trás do volante é incrível e seu envolvimento é nulo diante das ações ilegais de seus “clientes”. Ele faz o que ter quer se feito e ponto final.


Em seu caminho cruza Irene (Carey Mulligan), sua vizinha que tem um filho com o marido que está prestes a sair da cadeia.

Nem mesmo esse detalhe afasta a inevitável atração sentida por ambos. Mais adiante, ele acaba ajudando o marido de Irene num roubo, a fim de quitar sua divida obtida na época da prisão.

Sucedem-se vários incidentes no furto da grana preta, e gente perigosíssima fica no encalço do nosso protagonista.

“Drive” é um filme muito estranho. Estranho no bom sentido da palavra, pois desperta sentimentos e emoções diversas devido a suas referências.

Há muita influencia dos filmes feitos nos anos 80, inclusive a chiclete trilha sonora que remetem as músicas feitas naquela época (a agradável “A Real Hero” que toca em dois momentos é o melhor exemplo).
É também perceptível enxergar na figura do motorista/dublê (que em nenhum momento é mencionado o seu nome) , figuras icônicas dos heróis de ação dessa mesma época.
É só esforçar a memória e lembrar de alguns personagens de Stallone, Seagall, Charles Bronson e até Clint Eastwood.
Todos tinham aquele ar de mistério, lobos solitários, econômicos nas palavras, mas eficazes na hora de entrar em ação.

Ryan Gosling incorpora esses trejeitos com perfeição e injeta algo mais que é só do ator. Seu rosto e olhar ingênuo são adequadissimo a suposta personalidade pacifica do personagem, mas quando explode sua expressão muda completamente e a violência toma conta de tudo.

Sinceramente não conhecia o trabalho do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn , mas antes tarde do que nunca. Que trabalho magnífico!
Seus elegantes enquadramentos de câmera, planos gerais destacando a paisagem noturna da cidade intercalando com o rosto de Gosling é um deleite para os olhos.
É um trabalho na direção que me deixou extasiado, que por vezes me lembrou muito o mestre dos sonhos David Lynch.
Dá pra perceber o talento do diretor na cena que acontece dentro do elevador.
Só por esse momento inesquecível já é razão o suficiente por ele ter ganhado o Festival de Cannes.

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