quinta-feira, fevereiro 16, 2012

2 COELHOS

O PLANO PERFEITO

Não entendi até agora o fraco desempenho de "2 Coelhos" nas bilheterias.

Afinal, trata-se de um passatempo divertido, tem um roteiro bem esperto e não deve nadinha a qualquer fitinha de ação estrelada por qualquer ator canastrão hollywoodiano.

Será que foi mal divulgado?

O diretor Afonso Poyart oriundo da publicidade sabe mais que do qualquer um que a alma do negócio é um bom planejamento de divulgação para o público alvo.

De fato, “2 Coelhos” é bastante sedutor para uma faixa mais jovem, predominamente masculina. Começa movimentado, rápido e vai se mantendo cada vez mais veloz a medida que ele chega na sua conclusão.

A trama pode parecer complicada inicialmente, mas ela guarda ótimas surpresas e não deixa nenhuma ponta solta.
Somos apresentados a Edgar (Fernando Alves Pinto) um sujeito que tem um plano mirabolante em mente. Ele de uma vez só, quer colocar em rota de colisão bandidos perigosos e políticos picaretas.
Pra isso, algumas pessoas acabam participando do estratagema, como Julia (Alessandra Negrini, que protagoniza as melhores cenas com os efeitos especiais) que tem ligações com o passado de Edgar.

È diversão sem pretensão. “2 Coelhos” pode carregar influencias dos filmes de Zack Snyder ou a verborragia características dos filmes de Quentin Tarantino, mas nunca deixa de ser um filme brasileiro, com citações bastante familiares para a gente, o que trás aquele diferencial. Pelo menos para nós.


Só achei que Poyart exagera na dose em relação aos efeitos.
A parte em que Alessandra Negrini luta armada com uma espada é muito bacana, mas se torna desnecessária, sem função.
A mesma coisa digo em outra cena em que a câmera “sai” e “entra” dentro de revolveres, é bonito de se ver, mas pra que?

De qualquer forma, o filme cumpre o que promete.

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2 comentários:

Guigo Vieira disse...

Eu adorei o filme e todas suas reviravoltas mas concordo que ele exagerou nas referências. Fiquei com aquela impressão de desfile de escola de samba. O roteiro era muito bom, mas ele poderia utilizar uma liguagem mais simples e clara, como por exemplo no filme 500 dias com ela que tem vários flashbacks e flasforward com umas incursões da cultura pop, mas sem ser cansativo e por vezes confuso.

M. Seiler disse...

Também achei uma salada de referencias, parecia vários fimes num só.
Mas gostei do resultado como escrevi na critica.

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