sexta-feira, janeiro 06, 2012

A PELE QUE HABITO

EM PELE DE CORDEIRO

O doutor Robert Ledgard (Antonio Banderas) mantém uma moça chamada Vera (a bela e surpreendente Elena Anaya) em cativeiro. Aparentemente ela seria uma cobaia de testes para um novo tipo de pele, altamente mais resistível e durável comparada com a pele humana.


O passado de Robert é traumático e o de Vera se assemelha, mostrados num longo flashback onde fatos são revelados e o motivo da captura vem á tona.

Pedro Almodóvar é um daqueles cineastas que empregam sua marca característica em suas produções, é quase impossível não o identificar diante dos contrates das cores, das personagens femininas passionais e destemidas ou seus característicos planos de câmeras e close-ups.

Mas quando ele anunciou que seu próximo projeto seria um filme que teria suspense e terror, todos se coçavam de curiosidade em saber se suas marcas continuariam intactas, e essa mudança de gênero despertou uma indagação, afinal, como seria a visão peculiar do cineasta diante dos cacoetes desse tipo de produção?

De fato, “A Pele que Habito” não é uma produção de suspense/terror qualquer. Se for a “ovelha negra” de Almodóvar, com certeza ele se diferencia de todos os filmes do gênero dos últimos anos.

Há obviamente os traços famosos do espanhol (aqui as cores são mais sinistras, no entanto), mesclado com o suspense, a obsessão, crueldade que a suposta história de “cientista maluco” pede. E é justamente o que dão ao filme um ar de originalidade, de descoberta e inebriamento muito por conta da direção impecável de Almodóvar.

“A Pele que Habito” termina num momento em que a história esta ainda no seu ápice, nos fazendo inevitavelmente imaginar o desenrolar por conta própria.


Mas uma consideração final: procurem não saber muito sobre as surpresas que o filme reserva.
A recompensa em descobrir na sala de projeção não tem igual.
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1 comentários:

Guigo Vieira disse...

Eu fiquei tão abismado e inquieto com esse filme, concordo com tudo o que você disse. Esse filme tem o maior plot twist da história do cinema, pelo menos de tudo o que eu já vi. O grande barato é como Almodovár amadureceu e consegue nos chovar, mas agora de uma forma diferente, refinada, mais crível e consistente.
Está no meu Top 5 2011 e n~çao tem nada de sonolento é tudo proposital pra te fazer da aquela segurada na cadeira. parabéns pelo blog. te espero na Praia!

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