segunda-feira, janeiro 16, 2012

I SAW THE DEVIL

DESEJO DE MATAR

A vingança desenfreada já é um tema recorrente do cinema sul-coreano.
Mas nada comparável a essa maravilha dirigido pelo cineasta Kim Jee-Woon ( o mesmo do chatinho “A Maldição das Duas Irmãs”).
A trama começa com o psicopata Kyung-chul ( Choi Min-Sik, bastante conhecido por ter feito “Oldboy”) massacrando uma garota. A vitima em questão é a noiva de um policial que investigava o caso.
Completamente sedento por vingança e nutrinto um ódio profundo, ele parte um busca da identidade do assassino por conta própria.
Primeiro ele aborda e praticamente enche de porrada todos os suspeitos levantandos pela policia sul-coreana, mas quando finalmente encontra Kyung-chul é que o negócio esquenta.
A trama inteligentemente não parte pra algo muito ortodoxo nos filmes de vingança. Basta dizer que quanto mais o sofrimento do psicopata for maior mais seu algoz se delicia com a dor alheia. E claro que haverá uma descontrole também da situação onde mais vitimas incautas serão feitas em nome da revanche.

Sem apelar pra cenas grotescas ou cair no já fracassado torture-porn iniciado por Jogos Mortais e afins, “I Saw the Devil” a despeito de qualquer coisa é uma aula de cinema. 
É incrivel notar a competencia em todos os requisitos, nada esta fora de sintonia, desde a estupenda fotografia, a direção inspiradora e as atuações memoráveis (aqui preciso salientar a perfomance de Choi Min-Sik, que transita na figura assustadora e impiedosa e vai até o frágil e digno da dar pena! )
Vale chamar a sua atenção para a cena da chacina no interior de um carro em movimento, onde a camera dá voltas e piruetas, sem deixar em destaque o sangue jorrando. Ou então a cena final, muito comovente e tocante, que realmente me impressionou de uma maneira que não estava esperando.


“I Saw the Devil”, apesar do título macabro e de tudo quanto é podreira que ele pode sugerir, deixa pro final uma cena que te deixa desarmado, sensível e te pega de surpresa, alias, na mesma rapidez que Kyung-chul abordava suas garotas.

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2 comentários:

Paulo Ricardo disse...

Realmente! Concordo com o comentário. O filme é um grande acerto. Principalmente por não se atentar apenas nas cenas sanguinárias fazendo ser um daqueles filmes com violência gratuita sem essência alguma. Pelo contrário, esbanja personalidade e estilo. A cena do carro com a câmera dando voltas é show! E os diálogos também surpreendem. Curti bastante.

Marcelo Seiler disse...

Muito bom!
Preciso rever!!

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