quinta-feira, julho 07, 2011

A CASA

.... DO ESPANTO

Lembram daquela cena final aterradora de “A Bruxa de Blair” ou no mais recente [REC], quando a repórter encontra a menina medonha???

Pois imaginem um filme inteiro desse jeito.

É mais ou menos isso que os aguardam ao assistirem da produção uruguaiana “A Casa”.
Apesar de não fazer parte do subgênero dos documentários falsos citados, (não há nenhum personagem manuseando a câmera e o que assistimos não é uma filmagem ocasionalmente encontrada por alguém) “A Casa” bebe muito da fonte desses filmes.

Digo isso, pois a câmera que acompanha interruptamente Laura e seu pai (dizem que é um longo plano seqüência, o que eu duvido muito), tem o mesmo poder que o estilo de filmagem dos “mockumentary”, a sensação de fazermos parte da história, ou que sejamos mais um personagem. Inclui aí câmeras tremidas, becos escuros e sons sinistros.

Os sobressaltos começam quando Laura e seu pai passam a noite num casarão caindo aos pedaços, a fim de começarem pela manhã a reformar o local.
De imediato a moça escuta barulhos estranhíssimos vindo do andar de cima e pede para seu pai dá uma averiguada.
A partir daí, Laura investiga aos cômodos escuros munida por um lampião, e tudo o que ela vê (e o que não vê) é o que vemos.

Óbvio que pra quem é do ramo não é novidade alguma, mas esse clichê continua funcionando perfeitamente. Alguns sustos são intensos e a tensão gerada pelo perigo, pelo o que não é visto, pela incerteza do que supostamente seja o inimigo (ora o roteiro sugere algo sobrenatural ora sugere algum maníaco) causa uma aflição danada.

Mas tudo escorre ralo abaixo com o desfecho lamentável, uma resolução que parece desconectado com todo o restante do filme.

Sem querer estragar a diversão de quem se aventurar pelos recintos de “A Casa”, mas diante daquele final tudo o que vimos até agora “realmente” não existia? Como assim?
E sem contar que o clichê do paradeiro dos personagens no take final é patético e hiper utilizado. Poderia dormir sem essa né.?

No entanto, até chegar a essa péssima ultima impressão, eu tomei belos sustos.

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