quinta-feira, junho 09, 2011

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

CLASSE A

Depois de uma boa trilogia e um péssimo solo do Wolverine, a carreira dos mutantes no cinema estava postada em cheque. Houve um burburinho, devido aos pôsteres divulgados sendo de má qualidade, ou a informação que a história que desenvolveria a juventude dos personagens, algo bem arriscado, poderia colocar tudo a perder.


Talvez com a expectativa em baixa, eu apreciei bastante a qualidade do filme. O diretor escolhido Mattew Vaugh (também do bem resolvido “Kick-Ass”) já tinha provado que era entendido no assunto e realmente não decepciona na direção e condução de seu filme.

Mas fã que é fã vai perceber alguns furos no roteiro tanto em relação às HQs, ou a trilogia original. Digo que cronologicamente algumas coisas não se encaixam, algumas situações desenvolvidas parecem não fazer sentido (como é o caso da relação de Mística e Xavier). O que dá vontade de rever os três filmes e tentar perceber se há alguns nuances que passaram batidos.

Mesmo assim “Primeira Classe” estabelece algumas conexões com os filmes de Bryan Singer, como as participações divertidas de atores pertencentes a essas produções. E deixando os defeitos de lado, as qualidades se sobrepõem devido ao capricho que o roteiro obteve e todo carinho dedicado aos personagens dando um novo fôlego a franquia.

O roteiro, aliás, mistura fatos históricos verídicos com o universo ficcionais dos mutantes de uma forma magistral, com diálogos incríveis e num ritmo crescente que nunca entedia.

De forma vagarosa e competente, “Primeira Classe” enfoca a amizade de Xavier (vivido por James MacAvoy, a propósito, o professor tinha os olhos azuis nos filmes anteriores?) e Eric Lehnsherr ( o ótimo Michael Fassbender, que já havia trabalhado em “Bastardos Inglórios” mas juro que não lembrava), dois personagens com naturezas opostas que cruzam o caminho devido o interesse em Sebastian Shaw (Kevin Bacon) que está envolvido até os cabelos no conflito da Guerra Fria.

Organizador do Clube do Inferno, sua trupe é composta pela curvilínea Rainha Branca Emma Frost (January Jones) e Azazel (pai do Noturno?) e Maré Selvagem.

Já no lado de Xavier e Eric , temos os adolescentes Bashee, Destrutor (o que o irmão de Ciclope faz aqui?), Darwin, Angel e os já conhecidos Dr. Hank MacCoy (sua origem em relação a sua aparência azul peluda é mostrada de forma fantástica) e Mística (interpretada também com competência por Jennifer Lawrence).

Mística possui bastante destaque, inclusive uma insuspeita relação profunda com Xavier, além de conflitos com sua aparência indesejada azulada retratada de forma comovente. Mas nada se compara ao desempenho do futuro Magneto.

São cenas de tirar o chapéu. Tanto sozinho quanto na companhia de Xavier, Fassbender surpreende transferindo uma personalidade conflitante e nuances durante todas as adversidades que Eric enfrenta.

Sua versão já conhecida é pouco a pouco inserida no filme, e de maneira alguma recriminamos sua conclusão a respeito dos seres humanos muito por causa da interpretação crível do ator.

Além de que ele foi presenteado por cenas maravilhosas de ação, a parte que se passa num bar na Argentina é incrível ou ele submergindo um submarino é de ficar pasmo.

“X-Men: Primeira Classe” conclui de forma compensadora, deixando um super gancho para uma possível continuidade. E devido as criticas positivas e seu sucesso mundo afora, é bem possível que haja outra série vindo por aí.

E o bom disso é saber que suas seqüências não são meros caça-niqueis arquitetados por produtores e estúdios gananciosos. Há um cuidado todo em nunca sair do tema central que ele sempre adquiriu. Ou seja, o medo do diferente sendo um espelho para a nossa realidade continua intacto.

E parafraseando um personagem do filme “Mutante com orgulho!”.

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3 comentários:

Silvio disse...

Não gostei dos anteriores por não ter nada a ver com os HQs e pelo vi esse não foge a regra, se for ver esse filme tenho q esquecer q é X-men.

M. Seiler disse...

Eu acho que é quase impossível colocar fielmente cada detalhe das HQs, do jeito que ficou, cinematograficamente avaliando, a adaptações ficaram boa. Tirando aquela do Wolverine que era muito mal dirigida mesmo...

Silvio disse...

Concordo q é impossivel, mas por ser a primeira classe não colocar o primeiro aluno do professor Xavier é uma heresia à historia.

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