quinta-feira, junho 16, 2011

BURLESQUE

DÉMODÉ


Há musicais e há "Burlesque". Depois que o gênero foi ressuscitado com o inesquecível “Moulin Rouge” houve uma enxurrada de filmes seguindo a mesma linha.
“Burlesque” é um verdadeiro Frankenstein, há pedaços de todos os musicais clássicos e recentes amontoados em cada frame, um roteiro capenga e terrivelmente escrito que tenta amarrar os números de música e dança  medianos  e pecam por serem canções chatas de serem ouvidas e muito mal interpretadas.
Tudo bem que a antipática Christina Aguilera que por ser marinheira de primeira viagem não faz feio na interpretação (e aqui ainda continua magra),  e deixa até a veterana Cher de escanteio.
Mesmo assim ela exagera cantando, utilizando a (boa) voz que tem de forma errada. É uns berros pra lá e uns mugidos pra cá,

Ela interpreta Ali, uma garota cheia de sonhos que vai para a cidade grande realizar o seu grande desejo: trabalhar como cantora. Por acaso, ela se depara com Burlesque, uma casa de show meio caindo aos pedaços, e lá começa no batente como garçonete.
Claro que ela almeja estar nos palcos e claro que conseguirá estar lá o quanto antes.
A dona de lá é Tess (Cher, apagada e sem graça), que finge que é durona, mas é uma manteiga derretida por dentro, atolada com dividas e constantemente ameaçada em perder sua casa de shows.
Não é surpresa pra ninguém que Ali, vai dá uma força e conquistará o coração de todos devido ao seu talento insuspeito.
O problema todo é que “Burlesque” não tem identidade, há muitas referencias de “Cabaré”, “Chicago” e do já citado ”Moulin Rouge”. Tudo bem que são filmes incríveis, mas faltou em fazer algo novo, exclusivo só dele.
Sem ousadia, acho que é até brega no sentido de que a ele acaba tendo um roteiro tão pueril e bobo pros dias de hoje

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