quarta-feira, maio 18, 2011

PÂNICO 4

FANTASMAS DO PASSADO

Há mais de dez anos o primeiro “Pânico” surgia nos cinemas e, conseguiu um feito. Reascender tanto para o publico tanto para os produtores, o interesse a um gênero que estava muito mal das pernas. É só avaliar os filmes com a mesma pegada que surgiram logo após a sua estréia (que se tornou um sucesso na base do boca a boca e rendeu continuações e uma avalanche de imitações baratas que com o passar dos anos logicamente perdeu o encanto e já não atraía mais bilheterias pomposas). 
O terror desde então mudou de interesses, passou por uma fase onde era moda refilmar produções orientais (O Chamado, O Grito) e clássicos dos anos 70, 80 e até 90 (Viagem Maldita, Madrugada dos Mortos e uma lista interminável de bons e péssimos exemplos), também houve aquela onda iniciada pelos cineastas Eli Routh e James Wang e seus respectivos filmes “O Albergue” e “Jogos Mortais”, o chamado “torture porn”. Aqui a lei era de produções onde o sangue jorrava, cruéis algozes eram referencia (Jigsaw de “Jogos Mortais”) e métodos de torturas sanguinolentos eram a bola da vez.

Mas tudo passa, tudo passará já dizia aquele cantor. E o “torture porn” saiu de cena para entrar outro estilo que está chamando (ou chamou melhor dizendo) bastante a atenção de todos. São os falsos documentários, produções que “imitam” a vida real, com se fosse filmagens encontradas ou perdidas.

Tudo bem que não é uma novidade, quem é fã do genero sabe que houve produções no passado que fizeram bastante barulho usando o mesmo estilo. Mas nunca houve tantas produções seguidas sendo produzidas e reproduzidas numa rapidez impressionante.

Bom, depois desse sucinto túnel do tempo “Pânico 4” volta justamente quando todas as fontes secaram. Não há atualmente uma moda, uma cartilha a ser seguida no terror.
Se ele dará um novo impulso no gênero só o tempo dirá, mas pelo menos Wes Craven se esforçou em deixar uma ultima impressão boa de sua franquia.

Fiquei com a sensação de reencontrar velhos amigos, e o bom é que esse novo capitulo é bastante divertido, diálogos repletos de referencias a outros filmes, situações bem desenvolvidas e (o diferencial) muito sangue comparada a trilogia.

O problema talvez seja pela a saturação com a figura do Ghosface, o assassino foi motivo de chacota na série “Todo Mundo em Pânico” e é quase impossível não desvencilhar a imagem sarcástica que ele acabou adquirindo. O tom do filme não é de terror, (apesar do sangue e tripas )é bastante divertido com piadas soltas pra lá e pra cá. Não me assustei com absolutamente nada, às vezes pensava que estava na outra franquia, a que justamente ridicularizava a série.


Enfim, poderia até dizer que “Pânico 4” é anacrônico, mesmo se mostrando atualizado com os acontecimentos e mesmo suas vitimas usando celulares, pagers, facebook, a linguagem do filme soou ultrapassada.
Mesmo assim, gostei muito. A abertura é sensacional, e os motivos do assassino da vez agora parecem plausíveis.
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3 comentários:

Livia disse...

Ainda não assisti, mas sinceramente fiquei muitissimo interessada, agora que li sua crítica!
Obrigada!
Bjs

Livia disse...

Digamos que é um tipo: " Tá ruim, mas esta bom, vai?!"

M. Seiler disse...

kkkkkkk eu gostei xuxu
mas também nao achei incrivelmente necessario na vida de alguem kkkk

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