domingo, maio 29, 2011

MAR ABERTO

O INFERNO SOB À AGUA

Lembro que na estréia de "Mar Aberto", a critica dizia que o filme era um híbrido de "Tubarão" com "A Bruxa de Blair". 
As menções a esses filmes poderiam até fazer sentido, mas não o define. Passado alguns anos, revendo “Mar Aberto” dá pra notar mais ainda que as produções citadas não passavam realmente de meras referencias (Bom, temos que admitir que eram boas referencias ), ou seria uma marketing da distribuidora para chamar a atenção do publico em geral?

Não importa, “Mar Aberto” continua sendo uma jóia, uma produção que traz tensão em doses cavalares, sem mostrar absolutamente nada asqueroso, sanguinolento, (nós ainda não estávamos na era do “torture porn”.)

A trama é simples que só, corriqueira, mostra os preparativos do casal de namorados Daniel (Daniel Travis) e Susan (Blanchard Ryan) para uma viagem, o intuito é dá uma espairecida na vida estressante da cidade, mas no fundo mesmo o motivo é dá uma revigorada na relação do casal. Partem para o litoral e decidem irem, junto com alguns turistas mergulhar.

Mas diante de uma série de equívocos o casal acaba sendo esquecido na hora de voltar, deixados a mercê de águas-vivas, e tubarões... muito mas muito tubarões.
Filmado em câmera digital, o filme obtém aquele toque de super realidade, no entanto não chega a ser mais uma produção no hall de “Blair”. O cineasta Chris Kentis, conseguiu intensificar esse efeito de realidade com suas tomadas, beneficiando ainda mais a atuação dos atores e a sensação de impotência e desespero que toma conta tanto dos personagens quanto de quem está assistindo.

A passividade chega a ser realmente incomoda, e é incrível como um filme consegue fazer nos colocar na pele dos protagonistas de uma forma tão perfeita. A nossa passividade junta com as dos personagens andam de mãos dadas, resultando numa experiência sensorial esplêndida e cruel.
Juro, que senti náuseas diante do vai e vem das ondas e pulei de susto ao ver a barbatana de algum tubarão se aproximando, ou de imaginar o que poderia esta por baixo de meus pés se tivesse naquela situação.

- Não sei o que é pior. Ver ou não ver eles (os tubarões). Diz Susan logo depois de avistar uma barbatana muito próxima do casal.

“Mar Aberto” continua fazendo efeito depois de tanto tempo de sua estréia, e seu desfecho continua dando aquela sensação indisposta.

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