sexta-feira, abril 08, 2011

ENTERRADO VIVO

                                                                 SEM FÔLEGO

Imagina você assistir um filme onde seus 95 minutos são inteiros passados dentro de um caixão.

Não falta é audácia nesse “Enterrado Vivo”. No inicio, somos jogados sem explicação já no interior do caixão juntamente com o único protagonista Paul Conroy (Ryan Reynolds).
Seus únicos companheiros são um isqueiro com uma chama cada vez mais cambaleante e um celular. Pouco a pouco, somos (diga o expectador e o protagonista) informados do porque da terrível situação e as saídas que existem para tentar sair dela.
Revelar mais detalhes seria tirar a experiência e o prazer de assistir “Enterrado Vivo”, pois acompanhar os esforços de Paul a cada ligação perdida, o desespero das horas se esvaindo e, sobretudo a intensa claustrofobia que a situação favorece são os grandes atrativos que poderão ser prejudicados caso se saiba os pormenores do roteiro.
Roteiro, aliás, que se mostrou genial, pois gera toda aflição, angustia e “movimentação” num único cenário com um ator praticamente estático em todas as tomadas.
O responsável pela direção Rodrigo Cortés, encontrou tomadas inteligentes num espaço restrito, nunca oferecendo ao filme uma sensação de monotonia o que poderia contribuir para um possível desinteresse que despertasse.
Mas muito pelo contrário, “Enterrado Vivo” desperta interesse suficiente para chegar num desfecho que chega literalmente a fazer perder o fôlego.

Um ótimo resultado fruto de um trabalho de profissionais talentosos e sem medo de ousar.

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