sexta-feira, abril 29, 2011

127 HORAS

NO BALANÇO DAS HORAS

O último badalado filme de Danny Boyle ( o mesmo do ótimo “Trainspotting” e do fraco “Quem quer ser um Milionário?”) me decepcionou muito.

Tirando a boa atuação de James Franco ( alternando aquela cara de chapado natural dele com dor e desespero em outras), de resto não há novidade digna de nota devido principalmente as decisões do cineasta em contar a história.

Boyle tinha um material soberbo nas mãos, mas “127 Horas” acabou se tornando o que eu nem suspeitava que pudesse ser: um filme praticamente sem emoções.

A história baseada num fato verídico, narra as horas que Aaron Ralston ficou preso numa fresta nas rochas do deserto de Utah. Talvez por medo de entediar o público ou tentar dar movimento ao filme, Boyle usa truques de câmera através das alucinações e devaneios do personagem.
Nunca ficamos realmente “presos” com Aaron.
A sensação de claustrofobia e o crescente desespero nunca são transmitidos eficazmente, em nível de comparação o efeito é muito bem empregado no recente “Enterrado Vivo”, que possui semelhanças no aspecto em que temos também um protagonista preso o filme inteiro.

A grande diferença entre os dois filmes talvez seja a coragem dos realizadores, enquanto o diretor de “Enterrado Vivo” manteve firme sua idéia em realmente querer compartilhar com o publico a sensação que o personagem passa, em “127 horas” toda tensão desce pelo ralo por Danny Boyle insistir em nos levar para fora com sua câmera. Há também que se dizer que o impacto causado pela cena do amputa mento é suavizado por justamente você saber do destino de Aaron.
Quem se salva é o chapa James Franco, um ator que tira leite de pedra e tenta passar de verdade que está mesmo lá, sofrendo com a situação.
Os poucos momentos de estímulo que o filme causa é só por causa dele mesmo.

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