sexta-feira, fevereiro 06, 2009

[REC]




“Temos que sair daqui .... Temos que sair daqui...”

Não é a forma como “[REC]” foi filmado, (que não é novidade nenhuma para quem viu “A Bruxa de Blair” por exemplo) mas sim o total desconforto que ele provoca e a perfeita inclusão do telespectador no filme que faz com que essa produção seja louvada como uma das melhores coisas do gênero terror nesses últimos anos.
A história todos estão careca de saber, repórter (a convincente e desconhecida Manuela Velasco) acompanha equipe de bombeiros até um apartamento sombrio, lá eles tentam socorrer uma velha que aparentemente se machucou. Dizer que a velha na verdade é um zumbi (ou algo semelhante) é chover no molhado, dizer que a contaminação se alastra rapidamente e que a repórter e seu cameraman são os últimos sobreviventes também não é nenhuma surpresa. 
Mas a montanha-russa de emoções que ele provoca e a real sensação de que você também está lá, lutando contra um bando de mortos-vivos num lugar terrível e a certeza absoluta de que não haverá saída dá frios no estomago.
Pensando melhor, se ele fosse filmado na forma convencional ninguém falaria muito dele  e também acho que o impacto seria de menor proporção.
Mas o que me surpreendeu (e isso poderia também me surpreender se fosse filmado convencionalmente) são as teorias que ele lança da origem da contaminação, os furos deixados talvez sejam para serem melhores explorados numa possível continuação (isso vai acontecer nesse ano) ou talvez mesmo as lacunas existem para serem preenchidas na nossa cabeça.
 Cabe, afinal , a decisão de você mesmo criar uma resposta para as perguntas que os diretores (Jaume Balaguero & Paco Plaza) vão deixando.
 A cena final toma um rumo completamente diferente e achei bastante ousado. 
Sem contar a angustia toda que ela provoca.


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