quinta-feira, setembro 04, 2008

O NEVOEIRO


A BRUMA ASSASSINA

Fã declarado de Stephen King, fiquei com o pé atrás quando soube que “O Nevoeiro” ganharia um versão cinematográfica. Mesmo sabendo que Frank Darabont (“Um Sonho de Liberdade “ & “À Espera de um Milagre”) assumiria a direção , não dava para evitar o receio de que aquele conto maravilhoso poderia ser mal interpretado, se transformando num mero filme de monstros.
Para minha felicidade, o cineasta manteve-se fiel ao conto, transferindo detalhes, situações e cenários idênticos ao livro e retirando trechos que não serviram para a história. 
O resultado é simplesmente fantástico.
Digo isso pois ele conseguiu melhorar ainda mais o que King escreveu, principalmente o desfecho, o final mais sufocante e dolorido que já vi em muitos anos.
Ainda mais, Darabont entendeu o que o escritor quis passar em “O Nevoeiro”, o conflito com as criaturas se tornam pano de fundo para o verdadeiro embate, encurralados num supermercado, as pessoas passam a se tornar selvagens e irracionais a medida que a pressão e o medo aumentam.
Os verdadeiros monstros são os homens, que despertam todo sua selvageria e não hesitam em acabar um com os outros.

Numa cidadezinha litorânea do Maine, um estranho nevoeiro se aproxima. 
David Drayton (Tomas Jane), seu filho Billy mais um punhado de pessoas ficam presas no mercado. Criaturas parecidas com insetos, aranhas gigantes e tentáculos saem da névoa sendo a morte certa para quem sair do estabelecimento. 
Se aproveitando desse momento fragilidade, a fanática Sra. Carmody (Marcia Gay Harden) começa a pregar e tenta ganhar seu rebanho, transformando pouco a pouco o lugar num hospício maldito.
O grupo de David se vê ameaçado pela Sra. Carmody e seus fieis companheiros, mas lá fora, as criaturas estão em massa prontas para devorar qualquer um.
Preparem-se então, para cenas carregadas de tensão, uma trilha sonora que aparece justamente no momento de deixar o coração mais apertado ainda e sem deixar de mencionar o final sufocante que diferente do livro, não deve em nada ao desfecho original. É até mais cruel ainda, pode acreditar.
Só uma ressalva, apenas algo me incomodou no filme, é o fato de Darabont querer explicar demais a origem do nevoeiro e das criaturas.
O tal Projeto Ponta de Flecha é mencionado superficialmente no livro, deixando mais para a imaginação de quem está lendo. 
Já no filme, tudo é explicado mas a explicação é tão estapafúrdia que quebra um pouco do impacto que o filme passa.
 Não seria mais verossímil simplesmente encontrar uma solução para aquela situação e deixar perguntas e respostas para depois?

Mas nada que arranhe a reputação do filme. 
Roteiro, direção e atores estão lá em prol de uma boa história, resultando num ótimo filme de terror/suspense.
O fato é que “O Nevoeiro” periga estar entre os melhores do gênero nesse ano. Senão dentre os melhores do ano independente de rótulos.

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