terça-feira, julho 10, 2007


O HOMEM DUPLO


Infelizmente, “O Homem Duplo” é mais um que entra na já longa lista dos filmes-que-pareciam-ser-bons-mas-faltou-algo que estou encarando nesse ano.
Tudo parecia que ia dar certo sim, afinal junta um conto poderoso do Phillip K. Dick, a direção de Richard Linklater (dentre outras coisas, fez a preciosidade “Antes do Pôr-do-Sol”) e um elenco afinado liderado por Keanu Reeves (que aqui não melhorou nada mas segura bem a peteca).
Além do mais, a tal da rotoscopia , o processo em que a animação é desenhada em cima do filme já rodado ejeta um ar de originalidade, apesar de coisa parecida já ter sido feita em “Waking Life”.
Mas como não vi essa produção, pra mim a novidade foi bem-vinda e acho que se o tal processo não existisse, com certeza o filme ficaria muito menos atraente.
O problema todo é o roteiro, diálogos cansativos e longos, simplesmente não funcionou bem. A história é enrolada, não é intrigante. É um rolo só para um desfecho tão sem graça. Realmente esperava muito mais.
Num futuro próximo, a droga da moda é a Substancia D. Um agente infiltrasse entre os usuários a fim de combater o consumo. Mas acaba consumindo a droga, embaralhando sua mente, realidade e alucinações se misturam e tudo culmina para uma revelação.
Ainda bem que o elenco está brilhante, temos a bela e agora loura Winona Ryder como namorada do policial que não quer sexo, o doidão Wood Harrelson e Robert Downey Jr, na melhor atuação do quarteto central.

“O Homem Duplo” acaba sendo uma experiência inusitada, o efeito da rotoscopia e a roupa que muda de forma que os agentes vestem causam uma sensação muito estranha, quase uma vertigem hipnótica .
Mas o efeito passa e só fica a sensação de que faltou algo.
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