terça-feira, julho 10, 2007

MINHA VIDA SEM MIM




Sentir, Brincar, Chorar, Rir, Amar.
Coisas banais para quem tem uma vida pela frente, mas tudo ganha uma dimensão imensamente significante quando Ann (Sarah Polley) descobre que tem pouco tempo de vida, devido a um tumor em suas entranhas.
Decidida a não revelar para ninguém o fato, Ann faz o clássico de filmes assim, fazer tudo que gostaria de ter feito, isso incluem gravar fitas para seus familiares a um caso extraconjugal com Lee (o bacana Mark Ruffalo).
Mas como não sendo um filme convencional, a diretora Isabel Coixet soube dosar o drama de uma forma desconcertante . Em nenhum momento a personagem sente dó de si mesmo, e em nenhum momento me lamentei por ela, pois a coragem com que encara a morte passa para o telespectador. Nem tão pouco debulhei em lágrimas o filme todo pois a proposta do filme é justamente essa, não cair no dramalhão fácil.
Entretanto, isso não significa que “Minha Vida sem Mim” não é emocionante, a parte que mais me tocou foi uma conversa entre Ann e sua vizinha xará, não vou revelar o tema da conversa pois seria muita sacanagem, mas as palavras escolhidas e a forma como a vizinha de Ann descreve um fato ocorrido no passado e de deixar o coração em frangalhos. A diretora não recorre a imagens, tudo vai se formando em sua cabeça e quando você se da conta, sente o nó na garganta se formando.
É muito bonito de se escutar, mesmo sendo tão triste.
Não sei se será o melhor filme que assisti esse ano, mas com certeza foi o mais surpreendente devido ao tema batido.
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