domingo, abril 15, 2018

TERRA SELVAGEM

MISTÉRIO NA NEVE

O corpo de uma garota é encontrado por um caçador numa reserva indígena, num local particularmente inóspito e coberto de neve.
Há marcas de abuso, e com a suspeita de que houve um assassinato , o FBI entra em ação.
"Terra Selvagem", dirigido por Taylor Sheridan (roteirista de "Sicario" e "A Qualquer Custo") pode parecer mais um filme de investigação.
Mas esta muito longe disso.
O belo roteiro vai muito além do descobrimento do crime.
A começar pelo personagem de Jeremy Renner (que esta notável!), um cawboy caçador tentando ainda lidar com a dor e com o seu luto.
É ele que descobre o corpo da garota, que é muito parecida com sua filha.
Seus dialagos a respeito do sofrimento é de cortar o coração, gestos e olhares de Renner contribuem para essa verdade.
Frio por fora e  um turbilhão de sentimentos dentro de si. Ótima atuação.
E frio é o que quase que se sente junto com os personagens, as paisagens dominadas por branco sem fim e as montanhas gélidas do Whyoming, lindamente filmadas por Sheridan, contribuem para dar esse aspecto de que ali é um lugar desacolhedor, fazendo também um contraponto com a visceralidade dos sentimentos, supostamente encobertos pela brancura da neve.
Há também  denúncia sobre a violência contra a mulher, principalmente a mulher indígena, mostrado de forma como o FBI trata o caso com desdém, enviando uma agente inexperiente (Elizabeth Olsen) e completamente despreparada para enfrentar a inospitalidade do lugar.
Ou mesmo, ao seu final, afirmar que a maioria das mulheres nativas assassinadas ou desaparecidas nos EUA, tem seus casos não  esclarecidos.
"Terra Selvagem" entrega muito mais do que uma sinopse poderia sugerir, e esses assuntos em volta da espinha dorsal do roteiro, se encaixam perfeitamente, não estão ali para encher linguiça e, para ser sincero, acabam sendo muito mais interessantes que a resolução do assassinato.
NOTA___ 8,5


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sexta-feira, março 23, 2018

ANIQUILAÇÃO

BELA ESTRANHEZA 

Há alguns anos, algo caiu na Terra, e a partir desse impacto, um forma cintilante cresce cada vez mais e mais. 
Algumas pessoas entraram na área atingida e poucas retornaram.
E uma delas é o marido de uma Bióloga (Natalie Portman), mas sua volta é repleta de mistérios e ele rapidamente fica gravemente doente.
Uma nova equipe é formada para explorar o local, e a Bióloga embarca junto com mais quatro  mulheres, todas especialistas em alguma formação cientifica.
Baseado no primeiro livro da trilogia de Jeff Vandermeef, "Aniquilação" ganhou uma complexa adaptação nas mãos de Alex Garland (Ex-Machina), já conhecido por não entregar nada de mão beijada, seja pelo filme anterior que dirigiu, ou como roteirista.
Quando as mulheres adentram na chamada zona dominada pela forma cintilante, a estranheza toma conta da percepção das personagens, (e por consequência, a nossa que estamos assistindo), seja por conta das alterações e mutações na flora  e fauna , seja pelas próprias que sentem que elas mesmas estão 'mudando' de alguma forma.
É a partir daí que a apreensão toda conta da narrativa, pois além de termos uma terrível ideia do que ocorreu com as equipes que permaneceram no local, a própria incerteza de que também ocorrerá agora com elas, deixa "Aniquilação" próxima a um filme de terror dos bons.
O crescente flerte com a "weird sci-fi" (o que torna o filme todo singular),  se assume, próximo do desfecho, uma autêntica ficção científica cerebral e profunda.
Decifrar "Aniquilação",  é provavelmente, um esforço divertido, ainda mais quando você esbarrará com muitas teorias sobre suas analogias e o final instigante.
Mas gostaria de ressaltar o quanto gostei de ver mulheres protagonizando um filme de terror/sci-fi/suspense. 
"Abismo do Medo", também tinha uma equipe de moças explorando bravamente um lugar inóspito e enfrentando criaturas horríveis, e desde então, nada de muito relevante  nesse gênero, que gosto muito, surgiu com um elenco feminino poderoso à frente.
Mas além da bem-vinda representatividade feminina num gênero dominado por testosterona, "Aniquilação" , inevitavelmente, ficará rondando sua cabeça por dias a fio.
Se sua praia são produções que causam nós na mente, então esse filme é obrigatório.
NOTA___ 8,5



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quinta-feira, março 15, 2018

O FORMIDÁVEL

O ARTISTA

Jean-Luc Godard é um daqueles cineastas que se tornaram mais do que simples cineastas. Envolto por uma áurea de genialidade e intelectualidade extraordinária, Godard se tornou um dos ícones da 'nouvelle vague' e a adoração de muitos cinéfilos.
"O Formidável" tenta humanizar  essa figura, baseado nos relatos de sua ex-mulher Anne Wiazemsky, que se tornou um livro chamado "Um Ano Depois".
É um período de inquietude para Godard, de insatisfação tanto quanto da sua carreira e também de tudo o que acontecia politicamente na França.
Mas o diretor ficou atento à vida pessoal do cineasta, sua vida com amigos e principalmente a relação com sua mulher, Anne.
Acompanhamos a relação do casal, ele alguns anos mais velho do que ela, em meio as constantes questionamentos e pedantismo do cineasta, que de encantador e charmoso inicialmente, vai se tornando ranzinza, e cada vez mais difícil de se conviver.
Mas não é o caso de personagem de apenas uma tonalidade, seria muito fácil conduzir uma caricatura  da já fama de arrogante de Godard.
E o que vemos é alguém com muitas características, e lindamente humanizada por Louis Garrel, que esta muitíssimo semelhante  e dá muitas singularidades ao cineasta.
Michel Hazanavicius ( de "O Artista") brinca com a linguagem peculiar de Godard e rende cenas maravilhosas. 
Até os discursos em frente á câmera é utilizado, e o diálogo entre o casal , verbalizando algo, mas querendo dizer outra coisa nas entrelinhas, é uma graça.
Há também um humor muito bem vindo (os óculos sempre destruídos é realmente engraçado), auto referência e uma super desencanada cena de nudez de Louis Garrel e Stacy Martin.
Sei que será difícil, mas tentem prestar atenção no que eles dizem, nessa cena específica.
Eu achei, formidável!
NOTA___ 8,5


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sexta-feira, março 02, 2018

COM AMOR, VAN GOGH

OBRA DE ARTE

Vou chover no molhado e reproduzir o óbvio, é estonteante o visual de "Com Amor, Van Gogh", todas as cenas são 'pintadas à óleo', imitando o estilo característico do artista, um trabalho que levou anos para ser feito, e o resultado simplesmente é impressionante.
É uma técnica de animação parecida com a rotoscopia, filmes como "Waking Life"e "O Homem Duplo" já tinha utilizado, mas o estilo de "Van Gogh" é inédito.
A sensação é de que estamos vendo suas obras de arte ganhando vida, quadros em movimento, requintes de detalhes para suas verdadeiras pinturas, uma homenagem  que seus admiradores logo reconhecerão.
Mas, tanto primor artístico, escorreria ralo abaixo, se o filme entregasse um roteiro capenga e desinteressante, certo?
Felizmente, não é o que acontece aqui.
Um ano após a morte de Van Gogh,  Armand Roulin (Douglas Booth) é encarregado pelo pai carteiro, a entregar a última carta do artista holândes a seu irmão, Theo Van Gogh.
Porém, Armand passa a cada vez mais se interessar e investigar o suposto suicídio, conversando com diversas pessoas que interagiam com Vincent, e a visitar locais onde ele viveu e morreu.
A partir dessa investigação, o filme aproveita para esmiuçar um pouco da vida do pintor, que tinha problemas mentais (aparentemente depressão e transtorno bipolar) e vivia atormentado por sua má reputação, de maluco e bêbado inveterado.
O reconhecimento de sua genialidade, só veio, como sabemos, depois de sua morte.
Indicado ao Oscar 2018 e a outros prêmios cinematográficos importantes, "Com Amor, Van Gogh", consegue nos instigar com sua trama, a nos interessar cada vez mais pelo artista, sem nunca ficar enfadonho. 
Por mais que sua deslumbrante parte técnica salte nos olhos e é de se maravilhar, o cuidado com o roteiro também é de se notar, não ficando desigual e, portanto, uma experiência frustrante de assistir.
NOTA ___8,5

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terça-feira, fevereiro 20, 2018

LADY BIRD

LADY BORING

Quando, algum tempo atrás, foi noticiado que "Lady Bird", o primeiro filme de Greta Gerwig ("Frances Ha") ganhou o título do filme mais bem avaliado num site famoso sobre críticas , eu fiquei empolgado.
Puxa! Eu já ia com a cara de Greta, desde os tempos do adorável Frances Ha, e esse aval dos críticos fez crescer o hype em mim.
Ledo e terrível engano.
Filmes sobre adolescentes se preparando para a vida adulta, ou como os americanos gostam de dizer "coming of age", já foi contada e recontada diversas vezes. E novamente, nos deparamos com uma adolescente (chatérrima), morando numa cidade que odeia, as voltas com seus primeiros problemas e primeiras experiências amorosas, sexuais e familiares.
Tudo é contado numa apatia e de uma forma tão desanimada, que me senti ludibriado pela ovação dos críticos e pelas indicações aos prêmios cinematográficos.
Primeiro, antes de mais nada, cadê a Greta Gerwig na direção? Senti que se houvesse um marreco no lugar dela, não faria a menor diferença.
Além da letargia da agora diretora, "Lady Bird" é acometido por um marasmo mortal, não se aprofunda em absolutamente nada do que sugere, e acha que a protagonista é muitissimo interessante para ser acompanhada por nós. Não é.
Nem Laurie Metcalf, a única realmente boa no elenco, consegue salvar da indiferença completa que o filme causa. Saoirse Ronan nem vou falar nada....
A graça na banalidade, no ordinário da vida, o que "Lady Bird" pretende ser, fica só na vontade. Fica claro o quanto Greta esta perdida, tentando achar um tom pessoal  para sua produção, sem sucesso. 
Mas, com a adulação e bajulação que conquistou, posso dizer que daqui a alguns filmes, poderemos ver realmente qual é a de Greta Gerwig mesmo. 
Por enquanto, essa sua estréia como cineasta, não passa de um rascunho de alguém que acha que tem uma puta história para contar.
NOTA 5,0

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quarta-feira, fevereiro 14, 2018

TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME

TRÁGICO & CÔMICO

Eu preciso confessar algo.
Adoro quando um filme, de alto teor dramático, consegue inserir cenas cômicas, e não deixar o humor ficar desencaixado ou incoerente com o restante da trama. 
É o rir da própria desgraça.
"Três Anúncios para um Crime", poderia pender para o dramalhão daqueles que a gente morre de tédio, e é tudo o que não acontece aqui.
Mildred (Frances McDormand) decide alugar três outdoors abandonados, e ali expressar sua indignação a respeito da não solução do estupro de sua filha.
O xerife Willoughbt (Woody Harrelson) é quem esta encarregado de investigar o crime, mas há meses que nada foi solucionado.
Conseguindo chamar a atenção da pequena cidade com seus anúncios, Mildred enfrentará a desaprovação da população de onde mora, e desencadeará situações indigestas.
Há ainda o policial Dixon (Sam Rockwell), sujeito asqueroso e agressivo, que ficará no caminho de Mildred, à principio a  atrapalhando, mas o destino reserva algo a ele...
É preciso dizer que "Três Anúncios para um Crime" tem um elenco  em que todos, eu disso todos, estão estupendos.
Sam Rockweell esta nojento, andando trôpego e falando mole. Criou perfeitamente, fisicamente, um ser desprezível, condizente com a índole deturpada do personagem. E quando há uma modificação, o ator também brilha e consegue humanizar aquela criatura. Perfeito.
McDormand, para variar um pouco,  entrega uma atuação incrível, alguém do  mundo real, uma mulher imperfeita, amargurada, grossa, bondosa, engraçada. 
Enfim, gente de verdade.
E é essa a sensação que o filme passa. Que estamos vendo gente de verdade, por mais que tenha situações que beiram a irrealidade, há gente de carne e osso ali.
O diretor Martin McDonaugh, consegue com destreza, inserir com humor ácido, sua mensagem de forma bem clara. O preconceito velado (ou não tão assim) a negros, estrangeiros (no caso, mexicanos), gays , presentes em muitos americanos.
Sem desfocar sua complexa e imensamente interessante personagem principal e o seu objetivo. Encontrar o assassino de sua filha e que ninguém esqueça o que ocorreu.
NOTA ____9,5

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domingo, fevereiro 04, 2018

A FORMA DA ÁGUA

ESTRANHO AMOR

É quase impossível um filme, envolto pelo burburinho de indicações e premiações, não venha carregado de expectativas suas. Afinal, só pode ser uma obra-prima arrebatadora da sétima arte, para arrecadar tantos prêmios e elogios por aí afora.
Em época de Oscar, a situação fica ainda mais complicada.
Filmes indicados a maior premiação do cinema, vem , de certa forma, com a aval de qualidade e ficamos intimidados a gostar de qualquer maneira.
"A Forma da Água", não é o caso de ser um filme superestimado, é belo, repleto de metáforas importantes de serem entendidas e uma fotografia de babar.
Mas tão pouco foi a maravilha que imagina ser.
Guilhermo Del Toro ( "O Labirinto do Fauno"), é o apaixonado declarado por monstros do cinema. Sua filmografia não nos deixa enganar. 
E "A Forma da Água" é o seu cinema em estado puro, com suas características mais marcantes , o mesmo tom de fábula, e um ser monstrengo com traços humanos interpretado novamente pelo Doug Jones (que aliás é uma homenagem ao clássico Monstro da Lagoa Negra).
Sally Hawkis é a faxineira muda que se apaixona pelo ser, que esta trancafiado num laboratório , e bola um plano para tirá-lo de lá.
É a deixa para Del Toro explicitar a força da minoria. 
Mas é aí que o filme se perde, tentando abraçar o mundo.
Querendo se compadecer e demostrar o quanto gays, negros, mulheres eram ( e são ainda) reprimidos, o diretor acaba desfocando a atenção do casal inusitado.
Mas também não se aprofunda em nenhum personagem coadjuvante da trama. 
O vilão,  sintetiza tudo o que é ruim , sendo misógino, preconceituoso e cruel ao extremo, soa tão inverossímil, e fica a sensação que esta lá e assim é, apenas  para demonstrar o quanto é infinitamente mais "monstro" que a criatura.
Nem a competência habitual de Michael Shannon salva o personagem caricato.
De todo modo, "A Forma da Água", mesmo tendo detalhes que me incomodaram, é lindo de ser ver, principalmente conferir a atuação de Sally Hawkins, sem pudores e concessões para sua interessante personagem, que nunca se torna uma típica garota sofrida em apuros e pudica.
Sua deficiência não é barreira para sentir amor, desejo, tesão ou mesmo se expressar com qualquer um  que seja.
Por ela e sua ânsia de amor, transforma "A Forma da Água" em uma experiência válida, mesmo que, imperfeita.
NOTA 8,0


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quinta-feira, janeiro 18, 2018

ME CHAME PELO SEU NOME

AMOR IDÍLICO

André Aciman,  o autor do  livro em que se baseia esse filme, certa vez disse ter tentado se livrar  de qualquer clichê gay, que invariavelmente rodeia essas histórias, e preferiu se concentrar na beleza, no estonteamento e na maravilha que é se descobrir em outra pessoa, através do amor.
"Me Chame pelo seu Nome", realmente,  é de uma beleza ímpar. Mas mesmo nesse paraíso supostamente perfeito, haverá sim, espaço para a tristeza e comoção. É de despedaçar o coração!
Elio (Timothée Chalamet, tão natural e intenso) esta passando um tempo em algum lugar na Itália em 1983.
A casa é maravilhosa, sol, piscina, gente bonita, comida farta, pomares de damascos, paisagens irretocáveis.
É nesse ambiente prazeroso que ele recepciona Oliver (Armie Hammer, mais bonito e sensual do que nunca), que veio ajudar seu pai nas pesquisas e tem um ar arrogante e blasé.
Pouco a pouco, de uma amizade cheia de implicâncias, se construirá um amor que terá prazo para acabar.
O que mais me encantou nesse filme é saber que o roteiro do veterano James Ivory, captou o espírito do autor original, e passa bem longe de dramas envolvendo AIDS, militarismo ou preconceitos. É simplesmente o desabrochar da sexualidade de alguém, que calha de ser de um garoto para um outro homem. 
Elio representa todos nós, independente da sexualidade, passando por um vendaval de emoções e descobertas , envolvendo paixão, sexo e o amor. 
Por conta dessa jornada de autodescoberta, o filme acabou me lembrando muito "Azul é a Cor mais Quente", que também acompanha, sem a menor pressa, o raiar da sexualidade de uma garota.
"Me Chame pelo seu Nome" vai queimando aos poucos, bem devagar, até chegar ao envolvimento, e quando chegar lá, você irá torcer para que tudo dê certo e o inevitável fim não atrapalhe tudo
Mas tenho uma reclamação a fazer, não me incomodei tando assim com a longa duração do filme, acho necessária para o envolvimento, no entanto, há cenas onde não fariam a menor falta se não houvessem ou fossem eliminadas na edição, um tantinho mais compacto, seria sim a perfeição dos deuses.
Mesmo assim, não dá para rebaixar e desgostar de "Me Chame pelo seu Nome" por esse deslize, ainda mais com o diálogo sensacional que pai (Michael Stuhberg) e filho trocam perto do final. Como não lacrimejar ali?
E tudo sem ser piegas e ressoar tão profundo na gente.
NOTA ____9,0


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sexta-feira, janeiro 12, 2018

120 BATIMENTOS POR MINUTO

UM POR TODOS

Acho importantíssimo filmes que retratam o cenário assustador que o HIV/Aids deixou nos anos 80 e 90. Só assim para se ter uma ideia do que foi, para gerações que vieram depois, ou mesmo para aqueles que eram muito pequenos para entender o que estava acontecendo.
Se hoje é perfeitamente possível conviver com o vírus, e não desenvolver a Aids, antigamente, as coisas eram completamente diferentes.
Na França, surgiu um grupo chamado Act Up, seus membros lutam e prostestam para que o governo dê a importância devida para a questão da doença, exigem  uma resposta para um bom tratamento da industria farmaceutica, e também fazem campanha para conscientizar das formas de prevenção , enfrentando a estigmatização e a marginalidade que muitos empregavam aos soropostivos .
"120 Batimentos por Minuto" é uma obra viva, pulsante e bem condizente com o seu título. A vontade de viver dos personagens, diante da iminência da morte, traz uma visceralidade contagiante.  
O diretor Robin Campillo foi membro do grupo de verdade, e essa intensidade do retrato da época é traduzido perfeitamente pelo o que o próprio vivenciou. 
O romance que acabamos conhecendo foi ficcional, mas é um adendo importante para a história, nos guiando para o protagonista que vai se revelando aos poucos, o sensacional Nahuel Perez-Biscayart.
Outro aspecto importante, é o fato de que , se hoje o tratamento é eficaz e o estigma, embora ainda exista, diminuiu com o tempo e a informação, devemos a esses e outros corajosos que deram a cara para bater, pensando não só neles mas eu todos que estavam naquela situação.
É comovente, sem nunca cair na pieguice, mesmo em cenas duríssimas de se assistir. 
Mas a vida continua, como o desfecho sugere, e a luta para o fim da discriminação também.
NOTA___ 9,0 

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terça-feira, janeiro 09, 2018

OS VENCEDORES 2017 parte 2

MELHOR VILÃO:  PENNYWISE ( IT- A COISA )

indicados: Kevin Wendell (Fragmentado)
Budy (Baby Driver)
Bats (Baby Driver)

MELHOR CENA: O FINAL DESEJADO DE MIA E SEBASTIAN ( LA LA LAND)

indicados: Pennywise dentro do bueiro ( It- A Coisa)
Cena de Abertura (La La Land)
Indo à Cafeteria (Baby Driver)

MELHOR BEIJO: EMMA STONE & RYAN GOSLING (LA LA LAND )

indicados: Sophia Lillis & Jaeden Lieberher (It- A Coisa)
Aston Sanders & Jharrel Jerome (Moonlight)
Leandra Leal & Vladimir Brichta (Bingo- o rei das manhãs)

MELHOR ROTEIRO: "MANCHESTER À BEIRA-MAR" por KENNETH LONERGAN

indicados: "Eu, Daniel Blake" por Paul Laverty
"Como Nossos Pais" por Láis Bodansky e Luiz Bolognezi
"Corra!" por Jordan Peele
"La La Land" por Damien Chazelle

MELHOR TRILHA SONORA: "LA LA LAND" por JUSTIN HURWITZ

indicados: "Dunkirk" por Hans Zimmer
"Corra!" por Michael Abels
"Baby Driver" por Steve Price
"Bingo- O Rei das Manhãs" por Beto Villares

MELHOR CANÇÃO: "CITY OF STARS" ( LA LA LAND )

indicados: "Another day of Sun" (La La Land)
"Audition (The Fools who Dream)" (La La Land)
"Haw far I'll Go (Moana)
"Sikiliza Kwa Wahenga" (Corra!)

MELHOR FILME DE TERROR\SUSPENSE:  IT- A COISA

indicados: Corra!
Jogo Perigoso
1922
Ao Cair da Noite

Acabou definitivamente essa retrospectiva de 2017 então!
 "La La Land" consagrado com 8 vitórias, o maior ganhador dentre todos!  


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