sexta-feira, janeiro 12, 2018

120 BATIMENTOS POR MINUTO

UM POR TODOS

Acho importantíssimo filmes que retratam o cenário assustador que o HIV/Aids deixou nos anos 80 e 90. Só assim para se ter uma ideia do que foi, para gerações que vieram depois, ou mesmo para aqueles que eram muito pequenos para entender o que estava acontecendo.
Se hoje é perfeitamente possível conviver com o vírus, e não desenvolver a Aids, antigamente, as coisas eram completamente diferentes.
Na França, surgiu um grupo chamado Act Up, seus membros lutam e prostestam para que o governo dê a importância devida para a questão da doença, exigem  uma resposta para um bom tratamento da industria farmaceutica, e também fazem campanha para conscientizar das formas de prevenção , enfrentando a estigmatização e a marginalidade que muitos empregavam aos soropostivos .
"120 Batimentos por Minuto" é uma obra viva, pulsante e bem condizente com o seu título. A vontade de viver dos personagens, diante da iminência da morte, traz uma visceralidade contagiante.  
O diretor Robin Campillo foi membro do grupo de verdade, e essa intensidade do retrato da época é traduzido perfeitamente pelo o que o próprio vivenciou. 
O romance que acabamos conhecendo foi ficcional, mas é um adendo importante para a história, nos guiando para o protagonista que vai se revelando aos poucos, o sensacional Nahuel Perez-Biscayart.
Outro aspecto importante, é o fato de que , se hoje o tratamento é eficaz e o estigma, embora ainda exista, diminuiu com o tempo e a informação, devemos a esses e outros corajosos que deram a cara para bater, pensando não só neles mas eu todos que estavam naquela situação.
É comovente, sem nunca cair na pieguice, mesmo em cenas duríssimas de se assistir. 
Mas a vida continua, como o desfecho sugere, e a luta para o fim da discriminação também.
NOTA___ 9,0 

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terça-feira, janeiro 09, 2018

OS VENCEDORES 2017 parte 2

MELHOR VILÃO:  PENNYWISE ( IT- A COISA )

indicados: Kevin Wendell (Fragmentado)
Budy (Baby Driver)
Bats (Baby Driver)

MELHOR CENA: O FINAL DESEJADO DE MIA E SEBASTIAN ( LA LA LAND)

indicados: Pennywise dentro do bueiro ( It- A Coisa)
Cena de Abertura (La La Land)
Indo à Cafeteria (Baby Driver)

MELHOR BEIJO: EMMA STONE & RYAN GOSLING (LA LA LAND )

indicados: Sophia Lillis & Jaeden Lieberher (It- A Coisa)
Aston Sanders & Jharrel Jerome (Moonlight)
Leandra Leal & Vladimir Brichta (Bingo- o rei das manhãs)

MELHOR ROTEIRO: "MANCHESTER À BEIRA-MAR" por KENNETH LONERGAN

indicados: "Eu, Daniel Blake" por Paul Laverty
"Como Nossos Pais" por Láis Bodansky e Luiz Bolognezi
"Corra!" por Jordan Peele
"La La Land" por Damien Chazelle

MELHOR TRILHA SONORA: "LA LA LAND" por JUSTIN HURWITZ

indicados: "Dunkirk" por Hans Zimmer
"Corra!" por Michael Abels
"Baby Driver" por Steve Price
"Bingo- O Rei das Manhãs" por Beto Villares

MELHOR CANÇÃO: "CITY OF STARS" ( LA LA LAND )

indicados: "Another day of Sun" (La La Land)
"Audition (The Fools who Dream)" (La La Land)
"Haw far I'll Go (Moana)
"Sikiliza Kwa Wahenga" (Corra!)

MELHOR FILME DE TERROR\SUSPENSE:  IT- A COISA

indicados: Corra!
Jogo Perigoso
1922
Ao Cair da Noite

Acabou definitivamente essa retrospectiva de 2017 então!
 "La La Land" consagrado com 8 vitórias, o maior ganhador dentre todos!  


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segunda-feira, janeiro 08, 2018

OS VENCEDORES 2017 parte 1

"La La Land" foi o filme mais indicado desde que comecei a fazer essa "premiação".
13 indicações no total! Acabou ganhando em 8!
Só pra constar, ele ultrapassou "A Bruxa" (11 indicações) e "Drive", "Bastardos Inglórios" e "Matrix (10 indicações).
"Corra!" (8 indicações), "Baby Driver" (7) também se destacaram nas categorias.
Bem, então vamos aos vencedores:😉😉😉😉😉😉

MELHOR FILME:  LA LA LAND


indicados: Corra!
 Dunkirk
 Manchester à beira-mar 
Eu, daniel blake
 It-a coisa
 Bingo-o rei das manhãs
  Fragmentado

MELHOR CINEASTA:  DAMIEN CHAZELLE ( LA LA LAND )

indicados: Christopher Nolan (Dunkirk)
 Daniel Rezende (Bingo- o rei das manhãs)
 Jordan Peele (Corra!)
 Ken Loach (Eu, Daniel Blake)

MELHOR ATRIZ:  DANIELA VEGA ( UMA MULHER FANTÁSTICA )

indicados: Emma Stone (La la land)
Florence Pugh (Lady MacBeth)
Maria Ribeiro (Como nossos Pais)
Hayley Squires (Eu, daniel blake)

MELHOR ATOR:  CASEY AFFLECK ( MANCHESTER À BEIRA-MAR )

indicados: Vladimir Brichta (Bingo- o rei das manhãs)
James MacAvoy (Fragmentado)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Dave Johns (Eu, daniel blake).

A MAIS SEXY:  EMMA STONE ( LA LA LAND )

indicados: Gal Gadot (Mulher-Maravilha)
Kristen Stewart (Personal Shopper)
 Lily James (Baby Driver)
Eiza Gonzalez (Baby Driver)

O MAIS SEXY: RYAN GOSLING ( LA LA LAND )

 indicados: Chris Pine (Mulher-Maravilha)
Trevante Rhodes (Moonlight)
Vladimir Brichta (Bingo- o rei das manhãs)
Ansel Elgort (Baby Driver)

REVELAÇÃO: LUCAS HEDGES ( MANCHESTER À BEIRA-MAR )

indicados: Li Rel Hovery (Corra!)
Cauã Martins (Bingo- o rei das manhãs)
Dafne Keen (Logan)
 Sophia Lillis (It- A Coisa)


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segunda-feira, janeiro 01, 2018

OS 15 MELHORES FILMES DE 2017 parte 2

9- FRAGMENTADO


Eu espero realmente que Shyamalan pega no tranco de vez e permaneça nessa vibração, agora que ele encontrou novamente o caminho para entregar filmes interessantes. 
E se o desfecho insinua algo, esse algo é de deixar água na boca.

8- LADY MAcBETH


Pouco a pouco, "Lady Macbeth" vai se revelando um suspense sombrio, obviamente influenciado pela verdadeira faceta de Katherine. É assustador a maneira como vai se revelando essa personagem, se ficamos com dó inicialmente, logo adiante, a temeremos.



Ambientando nos anos 80, "Bingo" é pop, convida o público a se importar com a história e é muitíssimo bem filmado. Não sei como que o boca-a-boca não ajudou a transformá-lo num sucesso, algo que o filme mereceria.



Um ano que já tinha nos presenteados "Corra!", "Fragmentado", "Ao Cair da Noite", resolveu deixar a cereja do topo de um bolo assustador para o medonho Pennywise, o Palhaço Dançarino.



Ganhador da Palma de Ouro em Cannes, o filme mostra o porquê do merecimento, seja na direção do veterano Ken Loach, que extrai uma espontaneidade genuína de todo o elenco, seja a incrível atuação de Dave Johns, nunca demonstrando uma autocomiseração em momentos complicados.


"Corra!" é lindamente conduzido por Jordan Peele e anotei no caderninho seu nome para ficar de olho para os próximos projetos. O que é visto aqui não é muito fácil de encontrar por aí. 


"Manchester à Beira-Mar" é o caso de filme que fica difícil se aprofundar numa sinopse ou mesmo numa resenha, pois acompanha-lo e descobrir seus nuances no roteiro é infinitamente melhor. 


É um desbunde, dificil não ficar entusiasmado com as cenas aéreas, lindamente captadas por Nolan, ou a trilha sonora de Hans Zimmer, aflitiva, contrastando. E então o deslumbramento e a aflição passam a estarem de mãos dadas, restando a gente torcer para que os soldados voltem logo para casa.

É encantador o amor pulsante do diretor por cinema e isso é perceptível em cenas maravilhosas como na abertura ou dentro do observatório.
Sem parecer anacrônico ou ultrapassado em sua linguagem 'vintage', "La La Land" é uma ode ao amor , em suas diferentes e fascinantes manifestações.

MENÇÕES HONROSAS:  LOGAN, 1922, VIDA, 47 METROS PARA BAIXO, O APARTAMENTO, COMO NOSSOS PAIS, PERSONAL SHOPPER, YOUR NAME, A TARTARUGA VERMELHA, DIVINAS DIVAS.


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domingo, dezembro 31, 2017

OS 15 MELHORES FILMES DE 2017 parte 1

SIM!
A famigerada lista de fim de ano do Blog esta viva!
Aqui esta o melhor que consegui assistir em 2017.
Fiz o que pude para conferir o máximo que o cinema trouxe nesse ano e aqui esta o que mais mexeu comigo.
Então, bora lá para a listinha , e caso queiram saber da resenha, é só clicar no título de cada filme!

15- MOONLIGHT

"Moonlight"se sobressai pela coragem de percorrer caminhos pouco trilhados e sua sensibilidade em meio a uma vida truncada de seus personagens, é um alento que envolve em cheio o telespectador.

14-  AO CAIR DA NOITE

O próprio expectador saírá perturbado e mexido depois de um desfecho tão pessimista, e esse é o melhor que um filme de terror \suspense pode fazer por você.

13- BABY DRIVER

...é bom saber que se inicialmente "Baby Driver" tem um ritmo ensolarado de aventura a lá 'Sessão da Tarde', seu segundo e (principalmente) terceiro ato engata uma velocidade mais obscura e violenta.

12- JOGO PERIGOSO

Um respeito enorme ao livro de Stephen King, que sempre me pareceu dificil de ser adaptado para as telas. Mas o filme é tão bom e cruel quanto o que eu li há tempos atrás 

11- UMA MULHER FANTÁSTICA

Daniela Vega também é transexual, e ninguém mais poderia transpôr com tanta naturalidade os receios que sua personagem enfrenta, é uma atuação repleta de nuances, nenhum exageros e , sem dúvidas, uma das melhores desse ano.

10- MÃE!
Eu tive que recorrer aos milhares de textos para entender "Mãe!" e fiquei assombrado de como é que estava tudo na minha frente e não vi de primeira.
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quarta-feira, dezembro 27, 2017

CREEP 2

PSICOPATA AMERICANO

O primeiro "Creep", de 2015, é um quase desconhecido 'found footage' com toques de 'pós-horror', onde impressionava pelo fato de ter um vilão carismático (e uma atuação perfeita de Mark Duplass), que perturbava e encantava, praticamente ao mesmo tempo.
Eis que chega uma continuação, e "Creep 2" acaba se mostrando tão bom quanto o antecessor.
O fato é que o  time do primeiro filme (diretor e protagonista), permanece aqui,  trazendo uma profundidade no personagem e nas situações que já lhe são familiar, afinal, tanto Duplass como Patrick Brice, o diretor, estão envolvidos no roteiro novamente.
Uma youtuber chamada Sara, tem em seu canal, uma série de encontros com esquisitões. Mega frustrada pela pouca visualização de seus videos, decide responder a um anúncio de um sujeito chamado... Josef.
Decidida extrair o máximo daquela situação e daquele sujeito, a moça não se inibe quando Josef se declara psicopata e começa a agir estranhamente, muito estranhamente.
Para a gente que já conhece os instintos psicóticos de Josef, a impressão é a de que Sara será atacada a qualquer momento, deixando o expectador em estado de alerta do inicio ao fim.
Mais adiante, perceberemos o duelo de gigantes que a potencial vítima e psicopata irão travar. Tudo muito interessante, sem cenas de sangue ao exagero, ou a violência sádica com intuito de chocar. A batalha verbal, a manipulação e sarcasmo estão presentes e são muito mais perturbadores do que qualquer criatura gosmenta se esgueirando na escuridão.
E novamente, palmas para Mark Duplass, com seu irresistível psicopata, que  ainda esta terrivelmente encantador e pronto pra te convencer de que ele é uma boa pessoa e nada de mal irá  te acontecer....
NOTA ___8,0


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segunda-feira, dezembro 11, 2017

DUNKIRK

DE VOLTA PARA CASA

Christopher Nolan é um dos meus cineastas favoritos, até quando faz filmes não tão bons (eu não gosto de Interestelar), é preciso reconhecer que o sujeito tem a audácia e a coragem de sempre querer sair da sua zona de conforto. 
É bem arriscado, pois as vezes o resultado, pode sair por demais pretensioso, pesar a mão, mas também pode sair maravilhas como "Dunkirk".
Eu não sou expert nos fatos históricos, e nem aficionado em filmes de guerra, mas nesse caso, acho que vale a pena fazer um pesquisa, antes de vivenciar "Dunkirk".
Durante a Segunda Guerra Mundial, soldados ingleses, franceses, belgas e holandeses, ficam encurralados pelos nazistas, numa região litorânea da França chamada Dunquerque.
Sem esperança para serem resgatados brevemente, pois o mar raso, dificultava a ajuda, os soldados são alvos fáceis de tudo quanto é artilharia do inimigo, seja por terra, mar ou ar.
Eu lembro de ter visto algo sobre esse fato, na memorável cena de "Desejo & Reparação", um plano sequência belíssimo sobre o ocorrido.
Agora imaginem essa beleza, amplificada e aprofundada?
"Dunkirk" é de um apuro visual e técnico de fazer o queixo cair, e o melhor, não é um filme desalmado.
Percebo, que, por vezes, alguns diretores se preocupam tanto em serem perfeitos, e acabam esquecendo o principal, darem uma alma ao seu trabalho.
Nunca nos sentimos distanciados, indiferentes ao que esta acontecendo. 
E seria algo difícil de se fazer, pois não há um personagem principal que Nolan foca o filme inteiro.
Há, na verdade, três histórias temporais diferentes,  uma semana acompanhamos os combatentes na praia, uma hora no voo do jato pilotado por Tom Hardy e um dia na tentativa de resgate de um barco pequeno comandado por Marky Rylance.
É um desbunde, dificil não ficar entusiasmado com as cenas aéreas, lindamente captadas por Nolan, ou a trilha sonora de Hans Zimmer, aflitiva, contrastando. E então o deslumbramento e a aflição passam a estarem de mãos dadas, restando a gente torcer para que os soldados voltem logo para casa.
"Dunkirk", é um (senão o) dos melhores filmes de Chritopher Nolan, que soube como nunca, dosar emoção e razão brilhantemente.
NOTA ___9,5




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quarta-feira, dezembro 06, 2017

EU, DANIEL BLAKE

CORAÇÃO DE FERRO

Daniel Blake, é um senhor passando por um perrengue danado.
Além de sofrer um ataque cardíaco, ele decide enfrentar a burocracia do sistema para garantir seus benefícios.
Horas e horas no telefone, atendentes grossos, mal-educados, indiferença.... mas ele é perseverante.
Em seu caminho, cruza uma mãe solteira ( a excelente Hayley Squires), passando também por mais perrengues.
Mesmo assim, Blake decide ajuda-la, a amparando  financeiramente, ou com afeto mesmo.
O que poderia sair um desagradável rio de lágrimas sem fim, "Eu, Daniel Blake" não tem um pingo de pieguice em seu roteiro, e sim, uma naturalidade tão palpável em seus personagens, que a comoção quando vem, vem naturalmente, sem artifícios baixos.
Ganhador da Palma de Ouro em Cannes, o filme mostra o porquê do merecimento, seja na direção do veterano Ken Loach, que extrai uma espontaneidade genuína de todo o elenco, seja a incrível atuação de Dave Johns, nunca demonstrando uma autocomiseração em momentos complicados.
Poderia ser um personagem implorando por pena do expectador, mas não é isso que acontece.
Quem assistir "Eu, Daniel Blake" também poderá pensar que a história poderia muito bem se passar no Brasil, conhecido pelas burocracias e as suas armadilhas para quem precisa do Estado.
Não há como não haver uma identificação e isso torna o filme ainda mais forte e tocante.
NOTA____ 9,0


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quarta-feira, novembro 29, 2017

LADY MACBETH

APARÊNCIAS ENGANOSAS

"Lady MacBeth" não é  alguma adaptação de William Shakespeare, como se  poderia pensar só de ler o título. E sim uma versão de um conto chamado "Lady MacBeth do Distrito de Mtsenk", do escritor russo Nicolai Lenskov.
Também se enganam, que, por ser um filme de época, veremos algum drama pesado ou romances floreados.
Nada disso. 
A protagonista também esconde seu verdadeiro eu, e vai de uma omissa e subserviente esposa à uma mulher fria e completamente sem escrúpulos.
As aparências enganam em "Lady MacBeth" e isso é ótimo.
Katherine (Florence Pugh, ótima em cena) esta se sentindo asfixiada, presa no seu casamento de fachada. Seu marido e sogro são brutos, indiferentes e ranzinzas a maior parte do tempo.
Já logo no seu início, o filme dá pistas da personalidade rebelde de Katherine, e faz com que torcemos para que de alguma forma, ela consiga sair dessa situação exasperante.
Com a saída do marido durante um longo tempo, ela acaba se envolvendo com um dos empregados da casa, fazendo com que a faísca da subversão ascenda de vez, e a faça cometer atos terríveis.
Pouco a pouco, "Lady Macbeth" vai se revelando um suspense sombrio, obviamente influenciado pela verdadeira faceta de Katherine. 
É assustador a maneira como vai se revelando essa personagem, se ficamos com dó inicialmente, logo adiante, a temeremos.
Outras qualidades podem ser notadas , como a cenografia, fotografia e figurino que não deixam nada a desejar .
Embora, "Lady Macbeth" possa dá a impressão de que os desdobramentos do seu roteiro possam acontecer muito ligeiramente, é justamente essa rapidez dos fatos que não deixam nos distrair em nenhum momento.
NOTA 8,0

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segunda-feira, novembro 20, 2017

LIGA DA JUSTIÇA

NÃO DÁ LIGA

Em se tratando de adaptações de quadrinhos para o cinema, hoje em dia, praticamente um subgênero, eu sou bem arredio.
Não que ache todos ruins e tolos (gosto muito de X-Men ), mas talvez por não ter crescido lendo HQs, não compartilho dessa empolgação que muita gente tem, envolvidos por lembranças emocionais, desconsideram todos os erros desses filmes, e maximizam o que não tem o que maximizar.
É o caso de "Liga da Justiça", clássico grupo da DC Comics, que muita gente cresceu lendo, e  são mundialmente famosos e populares.
Afinal, é a reunião do Superman, Flash, Mulher-Maravilha e cia, dane-se que não seja lá tão bom...
Sinto muito, mas o filme é extremamente ruim.
Óbvio que o apelo desse reunião não surtiu efeito em mim, não construí alguma expectativa, e apenas fui assistir esperando, ao menos, diversão passageira.
E diversão é o que existe de menos por aqui.
Como ficar empolgado com cenas de ação tão feijão com arroz, coisa que já assistirmos inúmeras e inúmeras vezes em outros filmes?
Não dá para se entusiasmar com absolutamente nada.
A história é bem qualquer nota, O Batman e a Mulher-Maravilha recrutam outras pessoas com super poderes para derrotar um vilão megalomaníaco.
Primeiro vamos para o que mais me irritou.
A interpretação do elenco é de lascar! Alguém precisa avisar o quanto a Gal Gadot é medíocre como atriz! Não mudou nada do filme solo! (outra baboseira desse ano)
Henry Cavill e Ben Aflleck estão no piloto automático, apáticos, e o pior... trataram de enfiar piadinhas engraçadíssimas para seus personagens. 
Morri de rir, só que não!

Mas não acabou por aqui, tem o vilão mais meia-boca e feito de qualquer jeito que já vi (Lobo da Estepe, horrível!).
Superaram a tartaruga ninja bizarra que foi o Apocalypse de "Batman vs Superman".
Aliás, que saudades me deu de "BvS", tinha seus pecados sim, mas aquela atmosfera sombria, gótica, ao menos, se diferenciava dessa patacoada que é a maioria dos filmes baseadas em HQs.
"Liga da Justiça" é péssimo, banal, não é divertido, não é engraçado,  e nem se prestou pra ser um passatempo acéfalo que esperava.
Mas vai lotar as salas (ao menos, no Brasil) de fãs cegos e alheios a tudo isso.
Afinal, é a Liga nos cinemas, né!?
NOTA 0





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