sábado, julho 22, 2017

AO CAIR DA NOITE

TERROR INTERNO

Para quem esta acostumado ao gênero de terror, sabe que há milhares de filmes pós-apocalipticos envolvendo uma pandemia mortal.
Na literatura, Stephen King explorou muito bem o assunto no tijolão "A Dança da Morte".
Então, à principio, "Ao Cair da Noite" pode não impressionar alguns pela similaridades aos demais filmes, o mundo indo as favas por conta de uma doença que cobre o mundo como uma mortalha, não é mais novidade.
Mas o diretor e roteirista Trey Edward Shults, consegue aos poucos nos retirar do lugar comum, nos envolvendo completamente pela competência de sua direção e roteiro.
Econômico nos personagens e diálogos, nos envolvemos ainda mais na situação que se encontra uma família isolada, morando numa cabana, envolta por uma floresta.
Apreensivos em não se contaminarem, qualquer ruído é motivo para ficarem alertas e a tensão é permanente e crescente até o final de deixar qualquer um sem fôlego.
A chegada de outra família é o estopim para que as situações degringolem para a tragédia, amplificando o clima de dúvida e terror que já estava instaurado.
"Ao Cair da Noite" faz parte dessa levada de produções que apostam na atmosfera de tensão e não nos sustos em si (a produtora é a mesma de "A Bruxa"), o terror é interno e nada explicito, os poucos momentos de sustos  vem da cabeça de um personagem, mais interiorizado impossível.
É preciso, no entanto, estar aberto para a proposta e se deixar levar pelas questões que  não haverão respostas diretas em "Ao Cair da Noite". 
O próprio expectador saírá perturbado e mexido depois de um desfecho tão pessimista, e esse é o melhor que um filme de terror \suspense pode fazer por você.
NOTA,___ 8,5

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segunda-feira, julho 10, 2017

MULHER MARAVILHA

NADA MARAVILHA

Antes de mais nada, sou um cinéfilo que sabe bem saparar o lado fã.
Ou seja, caso seja admirador de um livro ou um personagem que será adaptado para as telonas , acabo sempre avaliando o filme por si só e não deixo a minha paixão-nerd influenciar.
Eu já era fanzaço dos X-Men antes de se tornar um  filme lá em 2000, mas assisti sabendo separar  e que as coisas inevitávelmente seriam um pouco diferentes.
Então, eu também sempre gostei da Mulher-Maravilha e reparei nos discursos inflamados do pessoal elogiando exageradamente o filme, desconfiei pois a grande maioria eram apaixonados pela personagem e fanáticos por HQ há muito tempo.
Talvez,  a vontade de que  desse certo era tanta ( e depois de tantas bolas foras da DC como o horrível "Esquadrão Suicida"), que o pessoal só enxergou os pontos positivos de "Mulher-Maravilha" e deu uma maximizada danada.
Vamos ser francos, Gal Gadot pode ser linda, exuberante, gostosa e tal, mas que péssima atriz.
Argh, já fica difícil conseguir acompanhar a história com uma atuação tão capenga.
E quem ainda fica impressionado com cenas de ação em camêra lenta pela enésima vez?
Seguindo adiante com o filme, tudo piora consideravelmente quando o vilão-mor aparece. 
Acho que meus olhos se reviraram até a nuca com o desfecho tão brega depois da batalha entre heróina e vilão.

Claro que há momentos bons, "Mulher Maravilha" tem uma  química específica interessante que salva o filme do tédio e da banalidade. 
Cris Pine esbanja carisma e a parceria com Gal Gadot, resulta em momentos engraçados e singulares,  principalmente quando estão no cenário da guerra e deixa evidente que as características que os unem são as mesmas que os repelem.
Mas muito pouco para o pessoal se embasbacar e enaltecer o filme. 
Tudo bem que há de se comemorar uma cineasta (Patty Jenkins, a mesma de "Monster") comandando um blockbuster com uma heroína que tem seu séquito de fãs fies e apaixonados . Há muitos significados por trás disso e compreendo.
Mas achar que "Mulher Maravilha" é perfeito e... maravilhoso, já é demais.
NOTA____ 5,0

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segunda-feira, julho 03, 2017

ALIEN: COVENANT

DE VOLTA AO BÁSICO

Ridley Scott, pelo jeito, não se abala com criticas negativas a respeito dos novos filmes envolvendo a saga Alien.
"Prometheus" não agradou muita gente e, mesmo assim, o cineasta veterano realizou essa continuação e já anunciou  o próximo filme que  esta a caminho.
Ele pode seguir adiante, um cineasta dono de diversos sucessos, uma carreira sólida, pode se dar o luxo de obter fracassos seguidos e continuar por cima.
E um desses trunfos de sua carreira  é justamente o "Alien- O Oitavo Passageiro", que marcou época, dono de cenas icônicas ( quem não conhece o clássico alienzinho saindo das estranhas de John Hurt? ), ambientação claustrofobica e aterrorizante de assistir.
Quando o trailer de "Covenant" foi divulgado, parecia que o terror de outrora estaria de volta 
Mas não é bem isso o que acontece.
"Covenant", realmente tem um clima que se assemelha com o Alien original, cenas de suspense muito bem construídas e aflitivas.
No entanto, há um quê de "Promethues" em sua trama, questões filosóficas que esfriam a história, cenas anticlimáticas que engessam o andamento dos acontecimentos.
Outro fator que atrapalha é a falta de um personagem como a de Ripley (Sigourney Weaver), a mocinha da história é tão apática e frágil que fica impossível acreditar em alguma valentia quando a coisa esquenta.
A história em si é bem genérica e tem sabor de comida requentada, mas isso não compromete o resultado num todo.
A tripulação de uma nave explora um planeta muito parecido com a Terra e lá desperta a fúria dos aliens.
Quem se destaca de verdade é Michael Fassbender, dessa vez em dose dupla, sendo que uma versão tem ares de vilania.
Fico bem interessante.
"Alien: Covenant" é, de fato, bem melhor que seu antecessor, mas quem esperava algo parecido ou até melhor que o filme de 79, ficou só na vontade.
NOTA___ 7,5



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sexta-feira, junho 16, 2017

A CABANA

CONVERSANDO COM DEUS

Eu quase nunca acabo gostando de filmes com teor religioso. 
Não por preconceito ao tema, mas por que sempre falham como cinema, unicamente por mais interessados em repercutir a palavra do que contar uma boa história.
É sempre o que importa pra mim, no fim das contas, uma boa história sendo contada.
"A Cabana", não é um filme exatamente destinado a religiosos ou grupos específicos (evangélicos, espíritas ou católicos, ou que seja) e isso ele já tem um ponto a favor.
Mais cinematográfico e preocupado com aspectos técnicos , "A Cabana" se livra em estar na mesma categoria de produções imensamente ruins a lá "Deus não está Morto".
Na trama, Mack (Sam Worthington, meio sumido depois de "Avatar") é um sujeito que carrega um fardo de sentimentos ruins depois que uma tragédia familiar o abate.
Após um bilhete misterioso, ele resolve voltar ao lugar onde ocorreu o crime.
É a deixa para Deus (Octavia Spencer) travar diálogos e confrontar Mack.
"A Cabana" possui um curioso artifício no roteiro, afinal, quem nunca se perguntou aonde estava Deus quando coisas terríveis aconteciam? 
A resposta que o filme tenta dar, pode servir como autoajuda ou depertar a curiosidade de como ela será respondida, depende muito de quem estará para assistir.
É uma pena, porém, que tudo desanda para a pura pieguice.
Diálogos sofríveis do mais alto teor brega que se possa imaginar e a atuação do protagonista não ajuda em nada.
A participação de Alice Braga é, infelizmente, uma das passagens mais chatas de se assistir, podendo ser encurtada ou eliminada de vez.
Aliás, bem que "A Cabana" poderia ter vários minutos a menos.
Não é a desgraça que eu previa, mas também não justifica o sucesso que esta fazendo nos cinemas.
NOTA____ 5,0


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segunda-feira, junho 05, 2017

THE DARK TAPES

AS FITAS SOMBRIAS

As antologias parecem que ainda não perderam o seu espaço no gênero terror e continuam sendo feitas, no entanto, o nível da qualidade já são outros quinhentos.
"The Dark Tapes",  reune alguns contos de terror sob a perspectiva do 'found footage', ou seja, nada que a série"V/H/S" já não tivesse feito e de uma maneira bem melhor.
Então vamos avaliar uma por uma:

Fita 1 - Capturando um Demônio =  O primeiro curta possui um grande erro, decidiram dividi-lo em três partes ao longo do filme. Um grupo de pesquisadores tenta seguir em frente com um experimento, o objetivo é capturar uma criatura que aparece quando estamos dormindo. Ou algo assim já que o roteiro é confuso e a divisão de cenas piora mais ainda as coisas.
Fita 2 - Os Caçadores e a Caça =  Um casal é perturbado por barulhos e aparições numa casa que acabaram de se mudar. Resolvem chamar caçadores de fantasmas para descobrirem quem assombra o local. Pode parecer muito com "Atividade Paranormal ", à prinicipio, mas tem um ótimo desfecho que me deixou incrédulo.
Gostei!

Fita 3 - CamGirls =  Duas garotas ganham a vida fazendo apresentações eróticas na webcam. Elas acabam escolhendo um dos seus clientes para fazer algo especial. Esse episódio é bem estapafúrdio e dificil de engolir, no entanto, mantem o seu interesse até o final.
Fita 4 - A Vingança de Amanda =  A Amanda do título esta querendo provar que seres extraterrestres a capturam toda noite. Para isso, elabora uma emboscada para que esse abuso pare de vez. É outro segmento confuso, sem foco e que atira pra tudo quanto é lado. Infelizmente não acerta em nada.
E chegamos ao fim com a apresentação da última parte da Fita 1 que encerra de uma maneira muito ruim, um filme com apenas uma história realmente interessante.
NOTA___ 4,0


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segunda-feira, maio 22, 2017

NINA

O QUE ACONTECEU, MISS SIMONE?

"Nina", a cine biografia da cantora Nina Simone, nem tinha estreado e já recebia uma avalanche de criticas a respeito da caracterização de Zoe Saldana no personagem-título.
Dentre as acusações, criticaram a maquiagem que escureceu a pele da atriz, uma amostra velada da controversa "black face" exalar racismo, lembrando a época de quando atores brancos pintavam a cara de tinta preta para interpretar personagens negros.
Houve também gente criticando o roteiro, alegando fatos que não aconteceram e situações modificadas sem consulta prévia da família da cantora.
Enfim, não bastasse todas as negativas , "Nina" já meio que estreou eclipsado pelo maravilhoso documentário feito pela Netflix também sobre a cantora, "What happened, Miss Simone?".
Realmente a maquiagem e as próteses em Zoe Saldana causa um baita estranhamento, fiquei com a impressão que a pele do seu rosto estava mais escura que a do corpo inteiro.
Mas tive que reconhecer o esforço que a atriz empenha para parecer natural como Nina Simone, incorporando seus trejeitos e sua personalidade temperamental.
A atriz cantando e tocando no piano, lançando olhares para a plateia do jeito que Nina fazia, me fez esquecer por um tempo toda a polêmica envolvida.
Achei certo a diretora Cynthia Mort não retratar toda a vida da cantora e se concentrar num período especifico e complicado de sua carreira. Período em que passa na França, depois de Nina amargar um quase ostracismo.
Mas o filme tem muitos problemas, a começar por omitir e\ou não se aprofundar em muitas questões sobre a personalidade de Nina e o seu real significado de sua presença como cantora, negra, ativista numa época  conturbada.
Mas pra isso existe o documentário e esse sim é impecável.
NOTA ____6,0

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sexta-feira, maio 05, 2017

CORRA!

ENCURRALADO


Em "Adivinhe quem vem para Jantar",  Sidney Poltier é apresentado como noivo à família branca de sua noiva. A reação dos familiares da moça para o fato de ser negro gerou  a maior curiosidade em pleno anos 60, época de  enorme tabu sobre  relacionamentos interraciais.
Estamos em 2017 e surge "Corra!", filme que à principio recorre ao mesmo mote do clássico de 1967. Afinal, depois de tanto tempo, o racismo ainda existe?
Mas esse não será o único questionamento levantado e tão pouco se fixa nesse questão, o que vemos aqui é tensão máxima chegando ao espaço e uma aula de como saber conduzir um suspense de bons sustos, sem deixar de lado as questões sociais e raciais.
Chris (Daniel Kaluuya, de "Black Mirror") esta prestes a conhecer a família da namorada que moram no interior em um casarão isolado. Ele esta preocupado pois ninguém ainda sabe que é negro.
Ele acaba sendo bem recepcionado pelo pai (Bradley Whitford) e a mãe (Catherine Keener) , mas há uma aura estranha no ar, principalmente ao reparar no comportamento peculiar dos empregados da casa, que são negros.
Fora comentários incômodos de racismo disfarçado, Chris acidentalmente é hipnotizado pela futura sogra, com a desculpa de largar o vício de cigarro.
Se sentindo cada vez mais desconfortável e ameaçado, ele descobrirá o real motivo de estar lá.
"Corra!" é lindamente conduzido por Jordan Peele e anotei no caderninho seu nome para ficar de olho para os próximos projetos. O que é visto aqui não é muito fácil de encontrar por aí. 
Há doses de extrema tensão ( a cena de Chris sob a hipnose, mergulhado na inconciência, chamado aqui de "Lugar Profundo", é de arrepiar), uma boa pitada de humor (o amigo de Chris surge sempre com um esperto e engraçado dialogo que nunca destoa no andamento do filme) e a mais que relevante crítica social/racial.
E por mais que os desdobramentos me pareceram um pouquinho previsíveis, "Corra!" é um filmaço que fica melhor em tempos de 'whitewashing' e 'oscarsowhite'.
NOTA____ 9,0





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quinta-feira, abril 27, 2017

PERSONAL SHOPPER

SINAL DO ALÉM

Olivier Assayas chamou novamente Kristen Stewart para estrelar uma curiosa produção, e de lambuja, arrancar mais uma interpretação surpreendente da moça.
Depois da ótima atuação em "Acima das Nuvens", Kristen quer deixar realmente para trás a imagem de musa adolescente da série "Crepúsculo" e encarar papéis maduros, se despedindo definitivamente da sonsa protagonista que era a projeção de várias moçoilas pelo mundo afora.
Fico imaginando o choque que deve tomar uma típica garota fã da série ao assistir "Personal Shopper", apenas para conferir se há algum resquício de Bella Swan.
Stewart interpreta uma médium que tenta se comunicar com o irmão falecido recentemente, eles haviam feito um pacto, pois quem morresse primeiro mandaria um sinal do além para provar que estava bem.
Enquanto fica à espera do sinal, ela trabalha como uma assistente de compras para uma celebridade em Paris.
"Personal Shopper" não é exatamente um filme de terror, apesar de cenas excelentes e assustadoras envolvendo espíritos e cenários obscuros, mas também não chega ser um drama por completo que investiga aprofudadamente questões religiosas ou o luto.
São dois filmes distintos que não parecem interligados, por mais que o suspense domine o drama conforme a história avança.  
Mas não tem jeito de admitir o quanto Kristen Stewart esta bem no papel, despida dos trejeitos do passado (e o despida é nas duas situações, pois há cenas de nudez desencanadas), ela se entrega de fato ao papel, nunca caindo na pieguice e circunspecta nos aspectos e detalhes na sua atuação.
Mesmo sendo o caso do filme que não sabe como finalizar a história e de haver essa distinção gritante nos temas, eu recomendaria para aqueles que justamente ainda lembram da atriz nos tempos em que ficava mordendo o lábio entre vampiros e lobisomens.

NOTA___ 7,0

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quinta-feira, abril 20, 2017

A AUTÓPSIA

A FALECIDA


"A Autópsia" padece do mesmo mal que a maioria dos filmes de terror/suspense comerciais. Tem um bom argumento mas parece não saber o que fazer com ele.
Imaginem só o que esse filme poderia sair nas mãos de um diretor mais corajoso e livre das amarras de uma produção mainstream?
Um cadáver de uma mulher sem identificação é submetido a uma autopsia.
No necrotério, os legistas que são pai e filho (os bons Brian Cox e Emile Hirsch) descobrem a medida que vão explorando o corpo da defunta coisas estranhíssimas.
Ao redor do local, barulhos e sussurros também começam a acontecer e parecem estar interligado com o corpo.
Até o desfecho completamente lugar-comum e que deixa uma amarga última impressão, "A Autópsia" funciona bem, a investigação pela causa da morte da fulana e os eventos estranhos descobertos intriga.
O cenário claustrofóbico contribui na sensação de sufoco, o filme se passa praticamente dentro do necrotério e há poucos personagens.
Mas talvez afoito por satisfazer uma plateia acostumada a clichês surrados saindo da cartilha de "Invocação do Mal", o diretor André Ovredal ( de "O Caçador de Troll" ) entrega os minutos finais um feijão com arroz indigesto de revirar os olhos.
O que poderia sair algo perturbador e digno de ser lembrado, "A Autópsia|" destrói tudo o que constrói no terceiro ato , tornando-se mais um filme descartável.
NOTA ____6,0

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domingo, março 26, 2017

FRAGMENTADO

OUTROS DE MIM

Em "A Visita", M. Night Shyamalan já tinha dado sinais claros da sua volta aos bons filmes.
Os  gloriosos tempos de "O Sexto Sentido", "Corpo Fechado", "Sinais" e  (por quê não?) "A Vila" voltaram de vez agora com "Fragmentado"?
Felizmente é sim!
É um comeback dos mais notáveis e seguramente ficará  entre as melhores estréias desse ano.
Conhecemos Kevin (James McAvoy, incrivelmente brilhante!), um sujeito com múltiplas personalidades que sequestra um trio de garotas. Uma delas (Anya Taylor-Joy, outra que está ótima) percebe o distúrbio do rapaz e tenta manipular uma de suas personalidades para escapar do cativeiro.
Ao mesmo tempo, a psicóloga de Kevin (Betty Buckley) acaba confrontando com seu paciente, o que a  levará a uma chocante revelação.
"Fragmentado" é muito mais do que pode deflagrar o seu trailer, sua sinopse ou uma resenha. Shyamalan caprichou no roteiro e mesmo não tendo uma "grande reviravolta" há um todo cuidado com o desenvolvimento dos diálogos e de seus personagens. 
O que também dá pra sacar é o quanto o cineasta mudou sua forma de dirigir um filme, abandonou os takes de câmera de produções de arte e decidiu utilizar as menos complexas mas sem deixar por completo suas características mais marcantes.
Talvez para não houver distrações e ficarmos completamente imersos na história que estamos acompanhando.
E "Fragmentado" possui um enredo poderoso e envolvente assim como a atuação acachapante de James McAvoy que merece cada elogio que esta recebendo da crítica e público.
É de deixar o queixo caído o quanto o ator se entrega corporalmente, fisicamente e psicologicamente a esse personagem e não me surpreenderia as merecidas indicações futuras a melhor ator nos festivais.

Eu espero realmente que Shyamalan pega no tranco de vez e permaneça nessa vibração agora que ele encontrou novamente o caminho para entregar filmes interessantes. 
E se o desfecho insinua algo, esse algo é de deixar água na boca.
NOTA ____9,0

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