terça-feira, fevereiro 20, 2018

LADY BIRD

LADY BORING

Quando, algum tempo atrás, foi noticiado que "Lady Bird", o primeiro filme de Greta Gerwig ("Frances Ha") ganhou o título do filme mais bem avaliado num site famoso sobre críticas , eu fiquei empolgado.
Puxa! Eu já ia com a cara de Greta, desde os tempos do adorável Frances Ha, e esse aval dos críticos fez crescer o hype em mim.
Ledo e terrível engano.
Filmes sobre adolescentes se preparando para a vida adulta, ou como os americanos gostam de dizer "coming of age", já foi contada e recontada diversas vezes. E novamente, nos deparamos com uma adolescente (chatérrima), morando numa cidade que odeia, as voltas com seus primeiros problemas e primeiras experiências amorosas, sexuais e familiares.
Tudo é contado numa apatia e de uma forma tão desanimada, que me senti ludibriado pela ovação dos críticos e pelas indicações aos prêmios cinematográficos.
Primeiro, antes de mais nada, cadê a Greta Gerwig na direção? Senti que se houvesse um marreco no lugar dela, não faria a menor diferença.
Além da letargia da agora diretora, "Lady Bird" é acometido por um marasmo mortal, não se aprofunda em absolutamente nada do que sugere, e acha que a protagonista é muitissimo interessante para ser acompanhada por nós. Não é.
Nem Laurie Metcalf, a única realmente boa no elenco, consegue salvar da indiferença completa que o filme causa. Saoirse Ronan nem vou falar nada....
A graça na banalidade, no ordinário da vida, o que "Lady Bird" pretende ser, fica só na vontade. Fica claro o quanto Greta esta perdida, tentando achar um tom pessoal  para sua produção, sem sucesso. 
Mas, com a adulação e bajulação que conquistou, posso dizer que daqui a alguns filmes, poderemos ver realmente qual é a de Greta Gerwig mesmo. 
Por enquanto, essa sua estréia como cineasta, não passa de um rascunho de alguém que acha que tem uma puta história para contar.
NOTA 5,0

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quarta-feira, fevereiro 14, 2018

TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME

TRÁGICO & CÔMICO

Eu preciso confessar algo.
Adoro quando um filme, de alto teor dramático, consegue inserir cenas cômicas, e não deixar o humor ficar desencaixado ou incoerente com o restante da trama. 
É o rir da própria desgraça.
"Três Anúncios para um Crime", poderia pender para o dramalhão daqueles que a gente morre de tédio, e é tudo o que não acontece aqui.
Mildred (Frances McDormand) decide alugar três outdoors abandonados, e ali expressar sua indignação a respeito da não solução do estupro de sua filha.
O xerife Willoughbt (Woody Harrelson) é quem esta encarregado de investigar o crime, mas há meses que nada foi solucionado.
Conseguindo chamar a atenção da pequena cidade com seus anúncios, Mildred enfrentará a desaprovação da população de onde mora, e desencadeará situações indigestas.
Há ainda o policial Dixon (Sam Rockwell), sujeito asqueroso e agressivo, que ficará no caminho de Mildred, à principio a  atrapalhando, mas o destino reserva algo a ele...
É preciso dizer que "Três Anúncios para um Crime" tem um elenco  em que todos, eu disso todos, estão estupendos.
Sam Rockweell esta nojento, andando trôpego e falando mole. Criou perfeitamente, fisicamente, um ser desprezível, condizente com a índole deturpada do personagem. E quando há uma modificação, o ator também brilha e consegue humanizar aquela criatura. Perfeito.
McDormand, para variar um pouco,  entrega uma atuação incrível, alguém do  mundo real, uma mulher imperfeita, amargurada, grossa, bondosa, engraçada. 
Enfim, gente de verdade.
E é essa a sensação que o filme passa. Que estamos vendo gente de verdade, por mais que tenha situações que beiram a irrealidade, há gente de carne e osso ali.
O diretor Martin McDonaugh, consegue com destreza, inserir com humor ácido, sua mensagem de forma bem clara. O preconceito velado (ou não tão assim) a negros, estrangeiros (no caso, mexicanos), gays , presentes em muitos americanos.
Sem desfocar sua complexa e imensamente interessante personagem principal e o seu objetivo. Encontrar o assassino de sua filha e que ninguém esqueça o que ocorreu.
NOTA ____9,5

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domingo, fevereiro 04, 2018

A FORMA DA ÁGUA

ESTRANHO AMOR

É quase impossível um filme, envolto pelo burburinho de indicações e premiações, não venha carregado de expectativas suas. Afinal, só pode ser uma obra-prima arrebatadora da sétima arte, para arrecadar tantos prêmios e elogios por aí afora.
Em época de Oscar, a situação fica ainda mais complicada.
Filmes indicados a maior premiação do cinema, vem , de certa forma, com a aval de qualidade e ficamos intimidados a gostar de qualquer maneira.
"A Forma da Água", não é o caso de ser um filme superestimado, é belo, repleto de metáforas importantes de serem entendidas e uma fotografia de babar.
Mas tão pouco foi a maravilha que imagina ser.
Guilhermo Del Toro ( "O Labirinto do Fauno"), é o apaixonado declarado por monstros do cinema. Sua filmografia não nos deixa enganar. 
E "A Forma da Água" é o seu cinema em estado puro, com suas características mais marcantes , o mesmo tom de fábula, e um ser monstrengo com traços humanos interpretado novamente pelo Doug Jones (que aliás é uma homenagem ao clássico Monstro da Lagoa Negra).
Sally Hawkis é a faxineira muda que se apaixona pelo ser, que esta trancafiado num laboratório , e bola um plano para tirá-lo de lá.
É a deixa para Del Toro explicitar a força da minoria. 
Mas é aí que o filme se perde, tentando abraçar o mundo.
Querendo se compadecer e demostrar o quanto gays, negros, mulheres eram ( e são ainda) reprimidos, o diretor acaba desfocando a atenção do casal inusitado.
Mas também não se aprofunda em nenhum personagem coadjuvante da trama. 
O vilão,  sintetiza tudo o que é ruim , sendo misógino, preconceituoso e cruel ao extremo, soa tão inverossímil, e fica a sensação que esta lá e assim é, apenas  para demonstrar o quanto é infinitamente mais "monstro" que a criatura.
Nem a competência habitual de Michael Shannon salva o personagem caricato.
De todo modo, "A Forma da Água", mesmo tendo detalhes que me incomodaram, é lindo de ser ver, principalmente conferir a atuação de Sally Hawkins, sem pudores e concessões para sua interessante personagem, que nunca se torna uma típica garota sofrida em apuros e pudica.
Sua deficiência não é barreira para sentir amor, desejo, tesão ou mesmo se expressar com qualquer um  que seja.
Por ela e sua ânsia de amor, transforma "A Forma da Água" em uma experiência válida, mesmo que, imperfeita.
NOTA 8,0


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quinta-feira, janeiro 18, 2018

ME CHAME PELO SEU NOME

AMOR IDÍLICO

André Aciman,  o autor do  livro em que se baseia esse filme, certa vez disse ter tentado se livrar  de qualquer clichê gay, que invariavelmente rodeia essas histórias, e preferiu se concentrar na beleza, no estonteamento e na maravilha que é se descobrir em outra pessoa, através do amor.
"Me Chame pelo seu Nome", realmente,  é de uma beleza ímpar. Mas mesmo nesse paraíso supostamente perfeito, haverá sim, espaço para a tristeza e comoção. É de despedaçar o coração!
Elio (Timothée Chalamet, tão natural e intenso) esta passando um tempo em algum lugar na Itália em 1983.
A casa é maravilhosa, sol, piscina, gente bonita, comida farta, pomares de damascos, paisagens irretocáveis.
É nesse ambiente prazeroso que ele recepciona Oliver (Armie Hammer, mais bonito e sensual do que nunca), que veio ajudar seu pai nas pesquisas e tem um ar arrogante e blasé.
Pouco a pouco, de uma amizade cheia de implicâncias, se construirá um amor que terá prazo para acabar.
O que mais me encantou nesse filme é saber que o roteiro do veterano James Ivory, captou o espírito do autor original, e passa bem longe de dramas envolvendo AIDS, militarismo ou preconceitos. É simplesmente o desabrochar da sexualidade de alguém, que calha de ser de um garoto para um outro homem. 
Elio representa todos nós, independente da sexualidade, passando por um vendaval de emoções e descobertas , envolvendo paixão, sexo e o amor. 
Por conta dessa jornada de autodescoberta, o filme acabou me lembrando muito "Azul é a Cor mais Quente", que também acompanha, sem a menor pressa, o raiar da sexualidade de uma garota.
"Me Chame pelo seu Nome" vai queimando aos poucos, bem devagar, até chegar ao envolvimento, e quando chegar lá, você irá torcer para que tudo dê certo e o inevitável fim não atrapalhe tudo
Mas tenho uma reclamação a fazer, não me incomodei tando assim com a longa duração do filme, acho necessária para o envolvimento, no entanto, há cenas onde não fariam a menor falta se não houvessem ou fossem eliminadas na edição, um tantinho mais compacto, seria sim a perfeição dos deuses.
Mesmo assim, não dá para rebaixar e desgostar de "Me Chame pelo seu Nome" por esse deslize, ainda mais com o diálogo sensacional que pai (Michael Stuhberg) e filho trocam perto do final. Como não lacrimejar ali?
E tudo sem ser piegas e ressoar tão profundo na gente.
NOTA ____9,0


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sexta-feira, janeiro 12, 2018

120 BATIMENTOS POR MINUTO

UM POR TODOS

Acho importantíssimo filmes que retratam o cenário assustador que o HIV/Aids deixou nos anos 80 e 90. Só assim para se ter uma ideia do que foi, para gerações que vieram depois, ou mesmo para aqueles que eram muito pequenos para entender o que estava acontecendo.
Se hoje é perfeitamente possível conviver com o vírus, e não desenvolver a Aids, antigamente, as coisas eram completamente diferentes.
Na França, surgiu um grupo chamado Act Up, seus membros lutam e prostestam para que o governo dê a importância devida para a questão da doença, exigem  uma resposta para um bom tratamento da industria farmaceutica, e também fazem campanha para conscientizar das formas de prevenção , enfrentando a estigmatização e a marginalidade que muitos empregavam aos soropostivos .
"120 Batimentos por Minuto" é uma obra viva, pulsante e bem condizente com o seu título. A vontade de viver dos personagens, diante da iminência da morte, traz uma visceralidade contagiante.  
O diretor Robin Campillo foi membro do grupo de verdade, e essa intensidade do retrato da época é traduzido perfeitamente pelo o que o próprio vivenciou. 
O romance que acabamos conhecendo foi ficcional, mas é um adendo importante para a história, nos guiando para o protagonista que vai se revelando aos poucos, o sensacional Nahuel Perez-Biscayart.
Outro aspecto importante, é o fato de que , se hoje o tratamento é eficaz e o estigma, embora ainda exista, diminuiu com o tempo e a informação, devemos a esses e outros corajosos que deram a cara para bater, pensando não só neles mas eu todos que estavam naquela situação.
É comovente, sem nunca cair na pieguice, mesmo em cenas duríssimas de se assistir. 
Mas a vida continua, como o desfecho sugere, e a luta para o fim da discriminação também.
NOTA___ 9,0 

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terça-feira, janeiro 09, 2018

OS VENCEDORES 2017 parte 2

MELHOR VILÃO:  PENNYWISE ( IT- A COISA )

indicados: Kevin Wendell (Fragmentado)
Budy (Baby Driver)
Bats (Baby Driver)

MELHOR CENA: O FINAL DESEJADO DE MIA E SEBASTIAN ( LA LA LAND)

indicados: Pennywise dentro do bueiro ( It- A Coisa)
Cena de Abertura (La La Land)
Indo à Cafeteria (Baby Driver)

MELHOR BEIJO: EMMA STONE & RYAN GOSLING (LA LA LAND )

indicados: Sophia Lillis & Jaeden Lieberher (It- A Coisa)
Aston Sanders & Jharrel Jerome (Moonlight)
Leandra Leal & Vladimir Brichta (Bingo- o rei das manhãs)

MELHOR ROTEIRO: "MANCHESTER À BEIRA-MAR" por KENNETH LONERGAN

indicados: "Eu, Daniel Blake" por Paul Laverty
"Como Nossos Pais" por Láis Bodansky e Luiz Bolognezi
"Corra!" por Jordan Peele
"La La Land" por Damien Chazelle

MELHOR TRILHA SONORA: "LA LA LAND" por JUSTIN HURWITZ

indicados: "Dunkirk" por Hans Zimmer
"Corra!" por Michael Abels
"Baby Driver" por Steve Price
"Bingo- O Rei das Manhãs" por Beto Villares

MELHOR CANÇÃO: "CITY OF STARS" ( LA LA LAND )

indicados: "Another day of Sun" (La La Land)
"Audition (The Fools who Dream)" (La La Land)
"Haw far I'll Go (Moana)
"Sikiliza Kwa Wahenga" (Corra!)

MELHOR FILME DE TERROR\SUSPENSE:  IT- A COISA

indicados: Corra!
Jogo Perigoso
1922
Ao Cair da Noite

Acabou definitivamente essa retrospectiva de 2017 então!
 "La La Land" consagrado com 8 vitórias, o maior ganhador dentre todos!  


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segunda-feira, janeiro 08, 2018

OS VENCEDORES 2017 parte 1

"La La Land" foi o filme mais indicado desde que comecei a fazer essa "premiação".
13 indicações no total! Acabou ganhando em 8!
Só pra constar, ele ultrapassou "A Bruxa" (11 indicações) e "Drive", "Bastardos Inglórios" e "Matrix (10 indicações).
"Corra!" (8 indicações), "Baby Driver" (7) também se destacaram nas categorias.
Bem, então vamos aos vencedores:😉😉😉😉😉😉

MELHOR FILME:  LA LA LAND


indicados: Corra!
 Dunkirk
 Manchester à beira-mar 
Eu, daniel blake
 It-a coisa
 Bingo-o rei das manhãs
  Fragmentado

MELHOR CINEASTA:  DAMIEN CHAZELLE ( LA LA LAND )

indicados: Christopher Nolan (Dunkirk)
 Daniel Rezende (Bingo- o rei das manhãs)
 Jordan Peele (Corra!)
 Ken Loach (Eu, Daniel Blake)

MELHOR ATRIZ:  DANIELA VEGA ( UMA MULHER FANTÁSTICA )

indicados: Emma Stone (La la land)
Florence Pugh (Lady MacBeth)
Maria Ribeiro (Como nossos Pais)
Hayley Squires (Eu, daniel blake)

MELHOR ATOR:  CASEY AFFLECK ( MANCHESTER À BEIRA-MAR )

indicados: Vladimir Brichta (Bingo- o rei das manhãs)
James MacAvoy (Fragmentado)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Dave Johns (Eu, daniel blake).

A MAIS SEXY:  EMMA STONE ( LA LA LAND )

indicados: Gal Gadot (Mulher-Maravilha)
Kristen Stewart (Personal Shopper)
 Lily James (Baby Driver)
Eiza Gonzalez (Baby Driver)

O MAIS SEXY: RYAN GOSLING ( LA LA LAND )

 indicados: Chris Pine (Mulher-Maravilha)
Trevante Rhodes (Moonlight)
Vladimir Brichta (Bingo- o rei das manhãs)
Ansel Elgort (Baby Driver)

REVELAÇÃO: LUCAS HEDGES ( MANCHESTER À BEIRA-MAR )

indicados: Li Rel Hovery (Corra!)
Cauã Martins (Bingo- o rei das manhãs)
Dafne Keen (Logan)
 Sophia Lillis (It- A Coisa)


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segunda-feira, janeiro 01, 2018

OS 15 MELHORES FILMES DE 2017 parte 2

9- FRAGMENTADO


Eu espero realmente que Shyamalan pega no tranco de vez e permaneça nessa vibração, agora que ele encontrou novamente o caminho para entregar filmes interessantes. 
E se o desfecho insinua algo, esse algo é de deixar água na boca.

8- LADY MAcBETH


Pouco a pouco, "Lady Macbeth" vai se revelando um suspense sombrio, obviamente influenciado pela verdadeira faceta de Katherine. É assustador a maneira como vai se revelando essa personagem, se ficamos com dó inicialmente, logo adiante, a temeremos.



Ambientando nos anos 80, "Bingo" é pop, convida o público a se importar com a história e é muitíssimo bem filmado. Não sei como que o boca-a-boca não ajudou a transformá-lo num sucesso, algo que o filme mereceria.



Um ano que já tinha nos presenteados "Corra!", "Fragmentado", "Ao Cair da Noite", resolveu deixar a cereja do topo de um bolo assustador para o medonho Pennywise, o Palhaço Dançarino.



Ganhador da Palma de Ouro em Cannes, o filme mostra o porquê do merecimento, seja na direção do veterano Ken Loach, que extrai uma espontaneidade genuína de todo o elenco, seja a incrível atuação de Dave Johns, nunca demonstrando uma autocomiseração em momentos complicados.


"Corra!" é lindamente conduzido por Jordan Peele e anotei no caderninho seu nome para ficar de olho para os próximos projetos. O que é visto aqui não é muito fácil de encontrar por aí. 


"Manchester à Beira-Mar" é o caso de filme que fica difícil se aprofundar numa sinopse ou mesmo numa resenha, pois acompanha-lo e descobrir seus nuances no roteiro é infinitamente melhor. 


É um desbunde, dificil não ficar entusiasmado com as cenas aéreas, lindamente captadas por Nolan, ou a trilha sonora de Hans Zimmer, aflitiva, contrastando. E então o deslumbramento e a aflição passam a estarem de mãos dadas, restando a gente torcer para que os soldados voltem logo para casa.

É encantador o amor pulsante do diretor por cinema e isso é perceptível em cenas maravilhosas como na abertura ou dentro do observatório.
Sem parecer anacrônico ou ultrapassado em sua linguagem 'vintage', "La La Land" é uma ode ao amor , em suas diferentes e fascinantes manifestações.

MENÇÕES HONROSAS:  LOGAN, 1922, VIDA, 47 METROS PARA BAIXO, O APARTAMENTO, COMO NOSSOS PAIS, PERSONAL SHOPPER, YOUR NAME, A TARTARUGA VERMELHA, DIVINAS DIVAS.


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domingo, dezembro 31, 2017

OS 15 MELHORES FILMES DE 2017 parte 1

SIM!
A famigerada lista de fim de ano do Blog esta viva!
Aqui esta o melhor que consegui assistir em 2017.
Fiz o que pude para conferir o máximo que o cinema trouxe nesse ano e aqui esta o que mais mexeu comigo.
Então, bora lá para a listinha , e caso queiram saber da resenha, é só clicar no título de cada filme!

15- MOONLIGHT

"Moonlight"se sobressai pela coragem de percorrer caminhos pouco trilhados e sua sensibilidade em meio a uma vida truncada de seus personagens, é um alento que envolve em cheio o telespectador.

14-  AO CAIR DA NOITE

O próprio expectador saírá perturbado e mexido depois de um desfecho tão pessimista, e esse é o melhor que um filme de terror \suspense pode fazer por você.

13- BABY DRIVER

...é bom saber que se inicialmente "Baby Driver" tem um ritmo ensolarado de aventura a lá 'Sessão da Tarde', seu segundo e (principalmente) terceiro ato engata uma velocidade mais obscura e violenta.

12- JOGO PERIGOSO

Um respeito enorme ao livro de Stephen King, que sempre me pareceu dificil de ser adaptado para as telas. Mas o filme é tão bom e cruel quanto o que eu li há tempos atrás 

11- UMA MULHER FANTÁSTICA

Daniela Vega também é transexual, e ninguém mais poderia transpôr com tanta naturalidade os receios que sua personagem enfrenta, é uma atuação repleta de nuances, nenhum exageros e , sem dúvidas, uma das melhores desse ano.

10- MÃE!
Eu tive que recorrer aos milhares de textos para entender "Mãe!" e fiquei assombrado de como é que estava tudo na minha frente e não vi de primeira.
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quarta-feira, dezembro 27, 2017

CREEP 2

PSICOPATA AMERICANO

O primeiro "Creep", de 2015, é um quase desconhecido 'found footage' com toques de 'pós-horror', onde impressionava pelo fato de ter um vilão carismático (e uma atuação perfeita de Mark Duplass), que perturbava e encantava, praticamente ao mesmo tempo.
Eis que chega uma continuação, e "Creep 2" acaba se mostrando tão bom quanto o antecessor.
O fato é que o  time do primeiro filme (diretor e protagonista), permanece aqui,  trazendo uma profundidade no personagem e nas situações que já lhe são familiar, afinal, tanto Duplass como Patrick Brice, o diretor, estão envolvidos no roteiro novamente.
Uma youtuber chamada Sara, tem em seu canal, uma série de encontros com esquisitões. Mega frustrada pela pouca visualização de seus videos, decide responder a um anúncio de um sujeito chamado... Josef.
Decidida extrair o máximo daquela situação e daquele sujeito, a moça não se inibe quando Josef se declara psicopata e começa a agir estranhamente, muito estranhamente.
Para a gente que já conhece os instintos psicóticos de Josef, a impressão é a de que Sara será atacada a qualquer momento, deixando o expectador em estado de alerta do inicio ao fim.
Mais adiante, perceberemos o duelo de gigantes que a potencial vítima e psicopata irão travar. Tudo muito interessante, sem cenas de sangue ao exagero, ou a violência sádica com intuito de chocar. A batalha verbal, a manipulação e sarcasmo estão presentes e são muito mais perturbadores do que qualquer criatura gosmenta se esgueirando na escuridão.
E novamente, palmas para Mark Duplass, com seu irresistível psicopata, que  ainda esta terrivelmente encantador e pronto pra te convencer de que ele é uma boa pessoa e nada de mal irá  te acontecer....
NOTA ___8,0


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